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Hospitalizações por Covid nos EUA batem recorde com avanço da ômicron

Foto: Fotoarena/Folhapress
Postado em: 11/01/2022

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Folhapress

 

A chegada da variante ômicron aos Estados Unidos tem causado não só uma onda avassaladora de casos de coronavírus, mas também levado a uma alta vertiginosa das hospitalizações por Covid-19. Até o último domingo (9), a soma das admissões nos sete dias anteriores chegou a um recorde de 142.126, segundo dados compilados pela plataforma Our World in Data.

 

O número é 20,8% maior do que o registrado no pico anterior, exatamente um ano antes, quando as internações atingiram a cifra de 117.656. Ao aumento das hospitalizações soma-se o complicador de esses pacientes chegarem a hospitais que têm enfrentado falta de médicos e enfermeiros –muitos profissionais precisam de afastamento por terem eles próprios se infectado.

 

De acordo com dados compilados pelo jornal The New York Times, o Distrito de Columbia lidera o ranking entre os estados, com a taxa de 124 internados por 100 mil habitantes, um aumento de 195% em relação a duas semanas atrás. Já Louisiana foi o que viu a maior alta, de 341% –são hoje 32 internados por 100 mil habitantes.

 

Mesmo que infectados com a nova variante venham apresentando sintomas mais leves, o número de internados com Covid em UTIs nos EUA está novamente em alta, ainda que abaixo dos picos anteriores de setembro e janeiro do ano passado –os dados estão disponíveis no Our World in Data desde julho de 2020, não permitindo uma avaliação do início da pandemia.

 

No domingo, eram 26.630 pacientes em unidades intensivas, comparados a 26.099 em 7 de setembro e 28.891 em 12 de janeiro de 2021.

 

A nova cepa é ainda altamente transmissível, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA divulgou a estimativa nesta terça (11) de que a ômicron já é responsável por 98,3% dos novos casos registrados no país.

 

Nesta segunda (10), os EUA tiveram o recorde de 1,48 milhão de diagnósticos –a média móvel de sete dias, que atenua efeitos como picos por dados represados, está em 735.958, patamar nunca antes visto. Uma projeção do Instituo para Métricas e Avaliação de Saúde (IHME, na sigla em inglês), da Universidade de Washington, avalia, porém, que o número é muito maior, devido à probabilidade de muitas infecções não serem detectadas, seja porque as pessoas não apresentam sintomas, seja por não terem acesso ao exame.

 

Assim, o IHME sugere que os EUA podem já ter atingido um pico de 6 milhões de casos em um dia, alimentado em grande parte pela ômicron, podendo ainda ter uma queda significativa deste ponto até o fim do mês.

 

O impacto nos sistemas de saúde, em escolas e na economia, por outro lado, podem não se resolver tão facilmente, mesmo com a queda de infecções. O surto de casos e hospitalizações forçou americanos a cancelar planos de viagem, interrompeu apresentações culturais e bagunçou a volta às aulas e aos escritórios.

 

A Cruz Vermelha já declarou uma crise nacional no banco de sangue, com uma queda de 10% no número de doadores, ressaltando que a pandemia levou a cancelamentos nas doações e limitações de equipe. Segundo a organização, o número vem em queda desde que a variante delta começou a se espalhar no país, em agosto, e a tendência continuou com a ômicron.

 

Apesar do cenário, o presidente Joe Biden defendeu nesta terça a resposta de sua gestão. "[Estou] Confiante que estamos no caminho certo."

 

A diretora do CDC foi na mesma linha e disse que o país tem as ferramentas necessárias para combater a variante altamente transmissível. "Estamos trabalhando rapidamente para nos adaptarmos", afirmou ao Comitê de Saúde, Trabalho, Educação e Aposentadoria do Senado.

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