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Vacina russa é segura e induziu resposta imune contra a Covid-19, diz estudo preliminar

Jovem Pan News
Postado em: 04/09/2020

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Resultados preliminares da vacina russa contra a Covid-19 mostram que o composto é seguro, não possui efeitos colaterais severos e é capaz de produzir anticorpos contra a infecção causada pelo novo coronavírus. O estudo, conduzido pela publicação científica The Lancet, foi revelado nesta sexta-feira (4). “Os testes russos mostraram, como resultados iniciais, que as vacinas em potencial não causaram efeitos colaterais e foram capazes de induzir resposta imunológica”, afirmou a revista no Twitter. A Sputinik V foi a primeira a ser registrada no mundo causou muita desconfiança, inclusive da Organização Mundial da Saúde (OMS), pela falta de transparência da Rússia sobre as pesquisas científicas e seus métodos de criação.

Os dois testes clínicos avaliados pela The Lancet foram conduzidos entre junho e julho deste ano, com 76 participantes. 100% dos voluntários desenvolveram anticorpos contra a Covid-19. O composto russo foi registrado em agosto. 

“Os dois estudos de 42 dias – com 38 adultos saudáveis em cada – não encontraram efeitos colaterais e confirmaram a resposta imununológica”, diz a The Lancet. Houve, porém, uma ressalva: “Testes de longo prazo e amplos, que incluem comparações com placebo, e monitoração futura ainda são necessários para estabelecer a segurança e eficácia da vacina por um período estendido.”

Apesar das críticas, Vladimir Putin, o presidente russo, afirmou que o medicamento é eficaz e que passou por todos os testes necessários, e que inclusive uma de suas filhas recebeu a imunização. O medicamento foi lançado pelo Instituto Gamaleya, com sede em Moscou, menos de dois meses depois do início de testes em humanos. A previsão é que o país passe por uma campanha de imunização em massa a partir de novembro.

Sputnik V no Brasil

As tratativas do governo do Paraná com a Rússia para possível acordo e obtenção da vacina Sputnik V contra a Covid-19 estão em “fase bem inicial”, segundo o diretor-presidente do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), Jorge Callado. 

Em entrevista à Jovem Pan no mês passado – quando foi indicada a parceria -, o executivo afirmou que a importação do imunizante, assim como o compartilhamento da tecnologia para fabricação da vacina, depende do resultados de testes clínicos e da autorização dos órgãos reguladores. 

“O Paraná assinou o memorando de entendimentos com a Rússia e estamos fazendo os ajustes iniciais com os técnicos para falar sobre metodologia e proporcionar a realização de termos de cooperação. Temos que primar pela segurança, transparência e prudência nesse tipo de assunto. Sabemos que estamos enfrentando uma pandemia, mas é importante apresentar algo consistente para a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Então estamos fazendo os ajustes iniciais para buscarmos autorização dos órgãos regulador.”
 

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