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PF deflagra em Sorocaba e outras cidades operação contra empresas de "fachada" e sonegação

Foto: PF/Divulgação
Postado em: 27/08/2021

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A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal do Brasil e GAECO do Ministério Público Federal, deflagrou nesta manhã de sexta-feira (27), a "Operação Jurumirim", em virtude de investigações que demonstraram, após diversas medidas autorizadas judicialmente, a criação de dezenas de empresas “de fachada”, com a utilização de inúmeras interpostas pessoas (“laranjas”) como sócias,  com o intuito de promover a sonegação de tributos e a ocultação de movimentação financeira de origem ilícita.

 

Oitenta Policiais Federais cumprem 19 (dezenove) mandados de Busca e Apreensão expedidos pela 1a Vara Federal em Avaré/SP, em endereços localizados nas regiões de  Bauru/SP, Avaré/SP, Itaí/SP, Botucatu/SP, Sorocaba/SP, Araçoiaba da Serra/SP e Guarulhos/SP.

 

O esquema investigado evidenciou que diversos empresários e seus familiares,  com o apoio de escritórios de advocacia e de contabilidade, se utilizavam de escrituras em nome de terceiros e pessoas “criadas” exclusivamente para cometimento das fraudes.

 

Os investigados, por intermédio de interpostas pessoas, também negociaram aeronaves, embarcações, veículos e caminhões destinados ao contrabando de cigarros, além de fazendas, imóveis residenciais e,até mesmo,  um hospital.

 

Até o momento, foram identificadas sonegações fiscais que atingiram a soma de, aproximadamente, 25 milhões de reais, tanto em contribuições, como em impostos de pessoas físicas e jurídicas,inclusive, em decorrência das inúmeras apreensões de cigarros ilegalmente transportados (mais de 4 milhões de maços apreendidos).

 

 
Também foi determinada, judicialmente, a averbação de restrições nas matrículas de bens imóveis identificados como pertencentes aos investigados, incluindo-se uma fazenda e um hospital, adquiridos como produtos dos crimes de sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e contrabando de cigarros, dentre outros, visando promover a ocultação dos valores obtidos com a prática dessas condutas.

 

As investigações continuam e os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, sonegação fiscal, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem, na modalidade ocultação.

 

O nome da operação se deve ao fato da atuação de grande parte das empresas investigadas e dos principais envolvidos se situarem na região da represa de Jurumirim, localizada no município de Avaré/SP.

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