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Adolfo Gianolla, uma vida de paixão em família - confira a coluna semanal de Vanderlei Testa

Postado em: 12/06/2021

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Lá pelo final dos anos 70 conheci pela primeira vez o Adolfo Gianolla. Foi na sua loja que existia na Rua Dr. Álvaro Soares esquina com a Rua Dom Antonio Alvarenga. O comércio de equipamentos de filmagem, câmeras e projetores para produção em Super 8 em Sorocaba era exclusivo do Gianolla. A Rose Infanti trabalhou lá oito anos e sempre diz de orgulhar do Gianolla como amigo e patrão. Fiquei sabendo na época pelos trabalhos que ele realizava em festivais de cinema na cidade. Depois de um longo bate-papo e novas visitas à loja fiquei um dos seus amigos e integrantes do curso de filmagem e edição que ele promovia.

 

Em pouco tempo já tinha minha câmera e as filmagens iniciais foram no cenário de Águas de Lindóia. A artista predileta Camila, filha recém- nascida, fazia o papel principal. Guardo esses filmes como relíquias de sua infância em charretinhas e cavalinhos no roteiro. O Adolfo Gianolla ensinava, curtia cada edição e motivava a todos os cineastas sorocabanos a ousarem em suas produções. Foi assim que ele fundou o Clube Sorocabano de Cinema Super 8.

Fico lembrando hoje dessas histórias e viajo no tempo acompanhando o Adolfo com seus equipamentos em seu estúdio na sua casa editando a vida como ela é inserida nos fotogramas das películas. Há anos que não o vejo. Sei que ele está presente na memória daqueles que, como eu, participei e se empolgou pela paixão que o Adolfo realizava seus filmes.

Sua família de comerciantes se destacava em inovações tecnológicas, trazendo à cidade os lançamentos em máquinas fotográficas e de vídeo em cartuchos da Kodak em bitola de 8 milímetros. O auditório do Senac na Avenida Nogueira Padilha recebia os festivais com grande público prestigiando os trabalhos incríveis e premiados com um troféu em cimento no formato do número oito. Ganhei um. Na sala de reunião da VT tem também a câmera e o projetor de 1978 decorando o ambiente. Além das qualidades humanas e profissionais do Adolfo Gianolla como professor de Desenho da Escola “Júlio Bierrenbach”, destaco suas virtudes de pai. Dignidade, simplicidade e formação cristã, são algumas delas. Sua participação no Movimento dos Cursilhos de Cristandade foi um belo testemunho de vida.

Diz um ditado popular que “do toco sai o broto”. Adolfo Gianolla com as suas décadas de vida e sua esposa Cecília Gianolla transmitem aos filhos Renato e Regina e netos essa linda história que agora está na geração eletrônica digital dos vídeos e câmeras dos celulares, onde tudo acontece com um toque de dedo na tela do celular. Agora são os vovôs filmados e premiados que serão também sucesso nas futuras gerações dos cineastas Gianollas.

E no dia dos Namorados de 2021, muitos cliques e vídeos do casal Adolfo e Cecilia com mais de 60 celebrações em suas vidas desta data de amor do casal.

 

Vanderlei Testa Jornalista e Publicitário escreve aos sábados no Jornal Ipanema

www.jornalipanema.com.br/n/opiniao

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