O vigilante Antônio Jackson Moreira da Silva, de 28 anos, foi liberado após confessar o assassinato de uma travesti no bairro Vitória Régia. Em depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o criminoso disse que atacou Samira Rosa, de 25 anos, para se defender.
Antônio se apresentou na segunda-feira (18), acompanhado do advogado. À polícia, ele disse que estava no bar quando teve início uma discussão. Após saírem do estabelecimento, a vítima tentou atacá-lo com uma garrafa quebrada. Armado de um canivete, ele atingiu Samira com dois golpes na axila. Após cometer o crime ele fugiu. O assassino negou que tenha cometido o crime por homofobia.
No depoimento, o vigilante disse ainda que só soube um dia depois da morte da cabeleireira. Após confessar o crime, o vigilante foi liberado por não haver flagrante. O caso agora segue para Justiça, que pode atender o pedido da polícia.
O crime
A cabeleireira, de 25 anos, foi morta na madrugada de sábado (16). O crime ocorreu por volta das 2h30, no Parque Vitória Régia.
De acordo com informações Polícia Militar (PM), testemunhas contaram que a vítima teria quebrado uma garrafa dentro de um bar. Na sequência saiu do local e instante depois voltou ferida, com uma facada na axilas.
Uma equipe do Samu foi acionada para socorrer a vítima. Reanimada, ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Sorocaba, mas morreu após uma parada cardiorrespiratória.