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Tratoraço contra aumento de ICMS em São Paulo tem "fora Doria" e hino nacional

Foto: Deividi Correa/Folhapress
Postado em: 17/02/2021

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Fernanda Brigatti, FOLHAPRESS


Uma caravana de tratores, caminhões, caminhonetes, jipes e outros veículos percorreu as ruas de São Paulo nesta quarta-feira (17) em direção à Assembleia Legislativa de São Paulo em protesto contra o aumento do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).


O tratoraço partiu da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), na Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista. Os manifestantes –em sua maioria ligados ao agronegócio– cantaram o hino nacional e fizeram críticas ao governador João Doria (PSDB) pelo ajuste fiscal que resultou em alíquotas maiores de imposto estadual a dezenas de produtos.


Representantes de revendedores de carros também participaram. Bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo adornavam caminhões de som e tratores, que levavam também faixas com críticas às mudanças no ICMS com frases como "Não ao ICMS na agricultura. Não ao alimento mais caro" e "Fora Doria".


Produtores rurais do interior e da Grande São Paulo chegaram por volta de 7h ao entreposto de alimentos. Os manifestantes também estenderam faixas de sindicatos e de entidades de municípios paulistas como Novo Horizonte, Santa Fé do Sul, Jundiaí, Piracicaba e Limeira.


Nesta quarta, será protocolado na Assembleia Legislativa um projeto de lei propondo revogar o artigo da Lei 17.293 que permitiu a revisão dos benefícios fiscais. Em frente à sede do Legislativo estadual, manifestantes colocaram um boneco inflável do governador João Doria, no qual era possível ler: "Aumento de 207% no ICMS! Imposdória. João Gestor desempregador".


Em nota, o Governo de São Paulo disse respeitar a livre manifestação, mas lamentou o que chamou de "ações injustificáveis de grupos que agem com caráter político-partidário."


O governo paulista também afirmou também que o argumento de que a redução dos benefícios fiscais provocou aumento de preços é mentiroso.


"Os valores de produtos e serviços oferecidos por esses grupos subiram acima da inflação -alguns acima de 50%- entre 2019 e 2020, portanto sem qualquer relação com o ICMS", afirmou.

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