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Toyota prepara demissões em massa após encerramento de terceiro turno

Postado em: 20/06/2019

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Em Sorocaba, a crise do país vizinho, juntamente com a estagnação da economia brasileira e a falta de política de desenvolvimento industrial, atinge a montadora Toyota, que chegou a anunciar a demissão de 740 trabalhadores.

Cerca de 340 estão sendo desligados da empresa nesta semana, enquanto os restantes serão demitidos ao longo do mês de julho. Em agosto a unidade voltará a operar com apenas dois turnos de produção.

A Argentina é o principal destino das exportações, correspondendo a 47,71% do total de Sorocaba, de acordo com dados de 2018 do Ministério da Economia, e o terceiro do país.

Entre os itens do grande leque de produtos industriais que são exportados para a Argentina, que sofre uma recessão agravada pela política neoliberal do governo Macri – estão automóveis, máquinas agrícolas, autopeças, fios e cabos, entre outros itens metalúrgicos, que representaram 621 milhões de dólares, correspondendo a 94,70% do total dos itens exportados, em 2018.

Negociações

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) negociou há pouco mais de um mês uma alteração no calendário, com a aprovação dos trabalhadores da Toyota, com o objetivo de salvar postos de trabalho e sempre esteve disponível para realizar negociações pela manutenção do emprego na planta. Mas um mês depois, de forma unilateral, a Toyota anuncia o fechamento do terceiro turno.

Por conta das demissões, os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) não discutirão nenhum ponto da pauta, enviada pela montadora da Toyota no início das negociações.

A pauta era para rever benefícios dos trabalhadores da planta de Sorocaba, como adicional noturno, reajuste salarial, e mais 18 itens para que a planta pudesse se adequar à queda na exportação de automóveis para a Argentina, devido à crise promovida pela política neoliberal.

No início das negociações a montadora afirmou ser preciso demitir 340 trabalhadores e discutir a pauta para evitar novas demissões. Como a montadora anunciou nesta semana que o número de trabalhadores demitidos, de forma unilateral, será maior, os dirigentes sindicais se recusam a rever qualquer benefício.

A partir do dia 5 de agosto a planta de Sorocaba voltará a atuar com dois turnos.

 

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