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Os 25 anos de sacerdócio do padre Flávio Jorge Miguel e do padre José Roberto - veja a coluna de Vanderlei Testa

Arte: VT
Postado em: 10/12/2021

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Quem ama não se cansa, e se cansa, encontra alegria no cansaço. Pode ser uma frase, mas é realidade para quem está motivado a enfrentar a vida com fé e determinação. O mês de dezembro encerra o ano civil de 2021 e, como sempre acontece neste período do calendário, há muita gente cansada e desanimada. O reverso também é verdade. Há muita gente que nunca perde o bom humor e faz do cansaço a sua motivação de vida.

 

Conheço sacerdotes que são assim. Um é o padre Jose Ernani Angelini da paróquia de São José, do Cerrado. Os seus mais de 83 anos de vida (nasceu em Porangaba, em 9 de setembro de 1938) e a maioria deles dedicado a missão que assumiu no sacerdócio, não o impede de ser alegre e amar o que faz. As dificuldades de sua enfermidade também nunca foram empecilhos na sua vocação. Atende confissões, com suas limitações de locomoção, celebra missas, brilha os olhos ao falar de Jesus, enfim é uma rocha firme que a tempestade não o atinge. Dia 8 de dezembro, data dedicada à família e a Imaculada Conceição.  Em especial um dia onde os padres escolhem para a sua ordenação sacerdotal.

 

O padre Ernani foi homenagear o amigo e aluno do seminário que se ordenou como ele, nessa data, padre Flavio Jorge Miguel Junior, do Santuário de São Judas Tadeu. Padre Flavio completou 25 anos de sacerdócio dia 8 de dezembro. O seu jubileu teve na missa de Ação de Graças o maior momento desse dia inesquecível em sua vida. Quando era seminarista o padre Flavio participou da paróquia de São José Operário, na Vila Progresso. Depois de ordenado em 1996, continuou na paróquia auxiliando o pároco em suas comunidades. Uma delas, a do Divino Espírito Santo é frequentada por mim desde aquela época.

 

Acompanhei as celebrações desde as primeiras missas do padre Flavio, quando ele ia acompanhado de sua mãe Vicentina que levava os seus paramentos nos braços com muito amor e carinho. Padre Flavio não se cansa de fazer o bem às pessoas. Um testemunho de vida que ocorre há anos no Santuário de São Judas Tadeu, em Movimentos da Igreja, no Instituto de Teologia e na Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba.

 

Como presidente do hospital vem realizando com a sua equipe as maravilhas de Deus. Ele ama fazer tudo corretamente, o melhor possível em qualidade e conforto aos pacientes. Conquista assim na sua missão de sacerdote o que aprendeu nos evangelhos, como na passagem do bom samaritano. Ele cuida, alimenta e abençoa. Ajuda a curar almas na oração e sacramento da penitência, batiza em nome da Santíssima Trindade, une casais no sacramento do matrimônio. Dia 8 de dezembro os seus amigos sacerdotes foram concelebrar esse momento histórico e abençoado do jubileu.

 

Padre Ernani, o seu amigo, confessor e professor estava lá para abraçá-lo. Quando escrevo sobre o padre Ernani fico a lembrar da infinidade de retiros que participei com ele. Um homem de alma pura, coração entregue a Jesus e vida dedicada à Igreja. Não exagero em chamá-lo de santo, não de altar, porque ele atua em vida de santidade de exemplos, amizade, compaixão e acolhedor missionário. Padre Jose Ernani Angelini foi ordenado dia 8 de dezembro e também celebrou 58 anos de ordenação presbiteral. Dia 8 também o padre Jose Roberto da Guia Azevedo comemorou o seu jubileu de 25 anos de vida sacerdotal. Ele é pároco da Igreja de São Francisco de Assis, na cidade de Boituva, onde celebrou com a comunidade e a participação de Dom Julio Endi Akamine a missa de Ação de Graças.

 

Junto com o padre Flavio, Ernani e José Roberto fica a nossa homenagem aos incansáveis sacerdotes e arcebispo Dom Julio Endi Akamine da arquidiocese de Sorocaba.

 

Como informação relevante, dom Julio Endi Akamine esclareceu três fatos sobre a Imaculada Conceição, a quem foi dedicada essa data pela Igreja Católica.

 

A Imaculada Conceição, doutrina de origem apostólica foi proclamado dogma pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854, com a bula “Ineffabilis Deus”.

 

 A quem se refere à Imaculada Conceição?

 

Há uma ideia popular de que se refere à concepção de Jesus pela Virgem Maria. Entretanto, não é a este fato que se refere esta solenidade, mas sim à maneira especial em que Maria foi concebida. Esta concepção não foi virginal (ou seja, ela teve um pai humano e uma mãe humana), mas foi especial e única de outra maneira.

 

 O que é a Imaculada Conceição?

 

A explicação está no Catecismo da Igreja Católica: 490. Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria “foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão”. O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como “cheia de graça”. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus. 491. Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, tinha sido redimida desde a sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, procla­mado em 1854 pelo Papa Pio IX:

 

“Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição”.

 

 Isso significa que Maria nunca pecou?

 

Sim. Devido à forma de redenção que foi aplicada a Maria no momento de sua concepção, ela não só foi protegida do pecado original, mas também do pecado pessoal. O Catecismo explica: 493. Os Padres da tradição oriental chamam ã Mãe de Deus “a toda santa” (“Panaghia”), celebram-na como “imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura”. Pela graça de Deus, Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida.

 

Dia 10 de dezembro estarei lançando o meu novo livro de Santa Filomena. O evento será as 15h e às 19h30, após a celebração da missa do padre Wagner no Santuário de Santa Filomena. Dia 11, sábado, das 10h às 13 h na livraria NOBEL, da av. Barão de Tatuí, 867. Espero vocês lá!

 

 

 

 

Vanderlei Testa (artigovanderleitesta@gmail.com)

 

Jornalista e Publicitário escreve aos sábados no jornal Ipanema

 

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