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Laudo aponta que menino de 5 anos morto pela irmã foi torturado ainda vivo

Postado em: 09/05/2019

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O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que o menino de 5 anos, morto pela própria irmã em São Roque, no início de abril, foi torturado pela agressora enquanto ainda estava vivo.

O inquérito policial já está concluído e entregue ao Ministério Público. A jovem Karina Aparecida da Silva, de 18 anos, que matou e mutilou o irmão, Maycon Aparecido da Silva Roque, está presa na Penitenciária Feminina “Santa Maria Eufrasia Pelletier” de Tremembé.

Karina teria cometido o crime sozinha. O celular da criminosa, encontrado queimado, foi periciado, porém, os dados não foram recuperados. Outro chip, também apreendido no local do crime, não aponta nenhum outro envolvido.

As motivações da morte do menor ainda não foram esclarecidas. A polícia não descarta que o caso possa estar relacionado com algum tipo de ritual macabro.

O caso

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Civil, a vítima já estava morta quando foi mutilada.

Uma das hipóteses da investigação era a de que Karina Aparecida da Silva Roque, participava de grupos de satanismo nas redes sociais, o qual poderia ter sido influenciada a praticar o crime para executar algum tipo de ritual.

Karina Roque é acusada por homicídio qualificado consumado pela morte do irmão, tentativa de homicídio do tio e maus-tratos a animal, porque mordeu o cachorro da família durante a tentativa de contenção.

Segundo a polícia, o menino foi torturado pela irmã mais velha, não resistiu aos ferimentos e morreu. Ela estava sozinha com o irmão em casa, no bairro Gabriel Piza.

Para atrair o menino, a irmã disse que iria “brincar com ele”. Ela então colocou um travesseiro em sua cabeça e o matou asfixiado. Após matá-lo, a polícia disse que, em um “ritual macabro”, a garota furou seus olhos, cortou o punho e pescoço, queimou os pés, decepou as genitálias da vítima e as “ingeriu”.

A mãe, ao chegar a casa, não conseguiu entrar após ter sido impedida pela filha, que se trancou. A mulher precisou chamar o cunhado que arrombou a porta. Ao entrar, viram o menino já morto, com sinais de tortura pelo corpo.

O cunhado tentou conter a jovem, que o atingiu com uma pedrada. A jovem ainda mordeu o cão da família, quando o animal tentou avançar nela durante a confusão.

A Polícia Militar foi acionada e a autora foi presa em flagrante e autuada por homicídio qualificado.

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