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Crespo não quer Zuliani no Paço, mas o mantém afastado ganhando R$ 18 mil

Postado em: 12/04/2019

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O prefeito José Crespo não aceitou o pedido de exoneração e decidiu afastar Hudson Zuliani da pasta de Licitação e Contratos, o ex-secretário segue investigado na operação ‘Casa de Papel’. Com essa medida, Zuliani continua recebendo o salário do Poder Executivo.

A prefeitura tomou como base o Estatuto do Servidor Municipal que estabelece que, “a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito julgado da sentença condenatória”.

Ainda de acordo com o estatuto, “a autoridade judicial ou administrativa competente pode determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual”.

Zuliani oficializou o pedido de demissão por meio de um documento encaminhado ao prefeito José Crespo, na tarde de quinta-feira (11). O ex-secretário ressaltou ter sido envolvido e inserido como investigado na operação ‘Casa de Papel’ de maneira infunda e injusta. “Estou com a consciência tranquila e certo de que a verdade sobre a minha inocência e lisura perante a Administração Pública será evidenciada”.

A decisão de Crespo foi publicada no Jornal do Município desta sexta-feira (12). Além do afastamento de Zuliani, também foram oficializadas as saídas dos secretários de Cultura, Werinton Kermes e Eloy de Oliveira, da Comunicação e Eventos, ambos investigados na mesma operação.

Hoje o cargo de secretário de Licitações e Contratos é de aproximadamente R$ 18 mil.

Câmara pede afastamentos

Os vereadores integrantes da comissão especial instaurada na Câmara Municipal de Sorocaba para acompanhamento das investigações da “Operação Casa de Papel” decidiram, em sua primeira reunião na tarde de terça-feira (9) requerer à Prefeitura o imediato afastamento dos secretários municipais e do servidor público envolvidos nas denúncias. Um ofício foi protocolado na Prefeitura de Sorocaba com a solicitação.

Os referidos secretários são Eloy de Oliveira, de Comunicação e Eventos; Hudson Zuliani, de Licitações e Contratos; e do agora ex-secretário Werinton Kermes, de Cultura e Turismo, secretaria onde também trabalha o servidor público investigado, Edmilson Chelles Martins. “É imprescindível esse afastamento para que não haja possibilidade dos envolvidos atrapalharem o andamento das investigações”, explicou o presidente da comissão, Anselmo Neto (PSDB), acrescentando que, caso a Prefeitura não acate a solicitação, a medida poderá ser requerida judicialmente.

A comissão reivindicou também a suspensão de todos os contratos e pagamentos às empresas envolvidas e, à Polícia Civil, solicitará o acompanhamento das oitivas das autoridades policiais, assim como o andamento do inquérito. Anselmo Neto explica que é essa justamente a finalidade da comissão. “O acompanhamento será feito para que dentro da Câmara Municipal fique regulamentada e documentada a investigação. Caso não houvesse essa comissão, todo o trabalho de investigação teria de ser repassado posteriormente à Câmara Municipal”.

A criação da comissão especial para acompanhamento dos trabalhos da “Operação Casa de Papel” foi aprovada por unanimidade na sessão ordinária desta terça-feira, 9, e o vereador Anselmo Neto foi escolhido como presidente, tendo como relator o vereador Renan Santos (PCdoB). A comissão conta com um representante de cada partido com assento na Câmara Municipal.

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