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Fernando Haddad na JP Sorocaba: "Bolsonaro faz mal para São Paulo e para o Brasil"

Foto: reprodução
Postado em: 18/05/2022

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O pré-candidato a governador de São Paulo,  Fernando Haddad (PT), concedeu entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan Sorocaba, nesta manhã de quarta-feira (18). 


Haddad é ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação do Governo Lula. Durante a entrevista, ele revelou seu plano de governo, caso seja eleito. Ele também elogiou a chapa presidenciável do ex-presidente Lula com o ex-governador Geraldo Alckmin, criticou o Governo Doria, e disse que "Bolsonaro faz mal para São Paulo e o Brasil". 

 

Lula e Alckmin


Questionado sobre a chapa de pré-candidatura à Presidência que uniu Lula ao ex-governador de SP Geraldo Alckmin, Haddad respondeu que "nós nunca fomos inimigos. Na política, não se trata o diferente como inimigo. Se trata como adversário. Se não ganhar a eleição, você deseja sorte para quem ganhou. Ninguém torce para um mau governo. A cada quatro anos, temos debates, colocamos nossos pontos de vista e a população joga se é conveniente ou não", disse. 


"Quando eu era prefeito de SP, o governador era Alckmin. Nós fizemos muitas parcerias. Tinhamos diferenças, mas trabalhávamos juntos em proveito da população", defendeu. "Sempre tive uma impressão muito boa dele. Existem aquelas aproximações de última hora, oportunistas. Não é meu caso. Meu caso é de quem considerou o Alckmin diferente de mim, mas sério. Diante da ameaça que representa a continuidade de um Governo Bolsonaro para o Brasil e mundo, do descalabro da economia, educação, saúde, meio ambiente, as relações exteriores no qual o Brasil está isolado no mundo, achei por bem, fazer parte de um grupo de amigos que procuraram aproximar o governador Alckmin do presidente Lula", afirmou.

 

"A ideia da chapa nacional foi posterior a uma aproximação minha com Alckmin, para que ambos, candidatos a governador, adversários em São Paulo, apoiassem o presidente Lula contra a continuidade desse projeto que está aí, do Bolsonaro, que faz mal para São Paulo e mal para o Brasil", disse, explicando que, a priore, era que Alckmin, caso candidato a governador de SP, apoiasse Lula e sua candidatura a presidente.

"As coisas transcorreram tão bem, entre Lula e Alckmin, que eles resolveram se unir em proveito da democracia e direitos sociais. As pessoas não estão conseguindo comer, estudar trabalhar. Sem comer, estudar e trabalhar não tem país", disse. "Eles estão convencidos de que, para resgatar o Brasil, recolocá-lo nos trilhos do desenvolvimento social, precisavam se unir contra o mal maior, que é, sem dúvida nenhuma, a continuidade do que está aí", enfatizou, referindo-se ao Governo Bolsonaro. 

 

Assista na íntegra

 

 

Educação


Haddad reclamou que metade das crianças com idade de 10 anos no estado não aprenderam a ler devido a pandemia da covid e o atual governo não investiu na educação para essa faixa etária. "São Paulo está com dois problemas gravíssimos. Os prefeitos estão com 50% das crianças de 10 anos sem saber ler e escrever. A pandemia gerou caos no sistema de ensino", disse. "Isso é inaceitável. Tudo o que um governador não pode fazer é que isso é assunto do prefeito, pois é um assunto municipal. Não é. Nós vamos ter toda uma geração comprometida. Lançarei Plano Estadual de Alfabetização na hora certa, para socorrer as crianças e os prefeitos. Teremos dinheiro estadual, além de apoio técnico", disse. 


Haddad também comentou sobre o que quer levar para o ensino médio. "Nós vamos usar a matriz do Instituto Federal. Vocês conhecem bem em Sorocaba, pois aí tem. Pode ser comparado com qualquer unidade escolar dos melhores países do mundo. As escolas de ensino médio gradualmente vão adotar o modelo do Instituto Federal", declarou. 


O pré-candidato também criticou a tensão entre professores e o atual governo. "Nem sempre conseguiremos dizer "sim" para tudo. É por isso que devemos abrir mesa de negociação. Eu sou a maior legitimidade para fazer tudo e fazer o povo a acreditar novamente no governo de São Paulo. para vencer essa guerra do ensino, só unindo forças com o magistério", disse. 

 


Segurança 


Haddad disse já estar negociando diversas propostas, como investimentos em tecnologia, valorização profissional dos policiais para aumentar esclarecimentos de crimes, inclusive os cibernéticos. 


"Nossa proposta tá na mesa e já vou começar a negociar termos dessa proposta. Plano de metas associado à valorização do profissional de segurança. O primeiro objetivo é elencar crimes dos mais graves aos menos graves e metas anuais de redução da criminalidade. Outro objetivo é aumentar a resolução desses crimes. Metade dos homícidos em SP não são esclarecidos. O crime tem de ser esclarecido", afirmou. 


"Na outra ponta, a cada cumprimento da tarefa, teremos valorização profissional, salário e carreira e formação continuada. Investimento em tecnologia também. Por exemplo, não adianta combater crimes cibernéticos, se não temos equipamentos para isso. Hoje, a pessoa rouba dinheiro direto da sua conta bancária. Não temos em SP, o estado mais rico da federação, equipamentos de ponta, como há em Israel. Isso é um absurdo. O crime muda. Criminosos aprendem", colocou.

 

Economia 


Haddad criticou a gestão Doria durante a pandemia. "O [João] Doria e o Rodrigo [Garcia] aumentaram impostos durante a pandemia. O que aconteceu? Fugiu emprego de São Paulo. Equacionamos um erro dramático que o Doria cometeu na pandemia. Ele aumentou impostos de material de construção, alimentos, medicamentos. Não se faz uma coisa dessas. Não sei que economista recomendou isso a ele. Mas é uma loucura o que ele fez. Agravou um coisa que já era séria", exclamou. 

 

Outro erro, segundo Haddad, cometido por Doria, "foi a tentativa de acabar com o CDHU". "O governo do estado perdeu impulso na área de construção civil. São coisas inaceitáveis feitas na pandemia, que teremos de reverter", disse. 

 

"São Paulo deve ter empregos de alta qualificação. Vamos recuperar a construção civil. Temos as melhores universidades do Brasil. OU seja, temos condições de atrair os melhores empregos para cá. Precisamos reverter a política do [ex-governador João] Doria", disse. 

 

 

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