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DDM busca dados de motoristas do Uber no caso do estupro de advogada

Postado em: 14/02/2019

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A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Votorantim continua com as investigações no caso de estupro contra uma advogada de 33 anos, ocorrido na madrugada de segunda-feira (11), no Parque Santos Dumont.

Em entrevista ao Ipa Online, a delegada responsável pelo caso, Adriana Souza Pinto, informou, nesta quinta-feira (14), que está atrás de provas materiais à conclusão do inquérito. Para isso, intimou a prestadora de serviços de transporte privado Uber a fornecer os dados de motoristas que teriam atendido corridas naquela região, nos momentos que antecederam o caso em questão.

De acordo com a delegada, os investigadores conseguiram diversas imagens de câmeras espalhadas pelo Parque Santos Dumont, que podem contribuir para a elucidação do crime. Além das imagens, a garrafa de vidro de refrigerante de 1 litro, objeto inserido na vagina da advogada, foi levada para perícia.

A delegada informou, ainda, que o casal que requisitou o Uber à vítima pode contribuir com as investigações. “É de extrema importância que esse casal entre em contato com a delegacia, para mostrar o registro da solicitação do motorista”.

À delegada, a advogada disse estar “bastante abalada”, não conseguindo se lembrar dos detalhes do ocorrido. “Nos próximos dias, vamos chamar a vítima para um novo depoimento”, ressaltou Adriana.

Por meio de nota, a Uber informou que “repudia qualquer tipo de comportamento abusivo contra mulheres e acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio. Até onde foi possível apurar, não identificamos nenhuma viagem realizada com o aplicativo da Uber na data e local da ocorrência. De qualquer forma, a Uber permanece à disposição dos órgãos de segurança para colaborar com as investigações, na forma da lei”.

O caso

A vítima foi encontrada na manhã de segunda-feira (11), em um terreno baldio, no Parque Santos Dumont, nua e com uma garrafa de vidro introduzida na vagina.

De acordo com informações da Polícia Civil, a vítima foi socorrida por volta das 7 horas, por uma equipe da Polícia Militar (PM). Em depoimento, ela contou que mora em Curitiba e vem quinzenalmente para a cidade visitar os pais.

Ela chegou na rodoviária de Sorocaba por volta das 20 horas do domingo, pegou um táxi e foi até uma farmácia, localizada na avenida Nogueira Padilha, Zona Leste do município. Na sequência, a vítima relatou que estava sem bateria no celular, então, pediu para que um casal de desconhecidos acionasse um motorista de aplicativo, para ela chegar até a casa dos pais.

No relato, a vítima contou que, ao entrar no veículo, o motorista ofereceu água. A partir daí, ela não se recorda do que aconteceu e só foi acordar de madrugada a três quadras da residência dos pais.

Ainda de acordo com a vítima, um senhor que passava pelo local a viu. Ela não conseguia se mexer, gemia de dor e aparentava estar desorientada. Ao notar a cena, ele acionou a PM.

A vítima foi encontrada sem as roupas e documentos. Aos policiais, ela contou que teve a mala, o celular e um notebook roubados de sua bolsa.

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