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Crespo e Santa Lucinda ainda não chegaram a acordo; contrato termina dia 31

Postado em: 22/03/2019

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A pouco mais de uma semana para o término do contrato, a definição de convênio entre a Prefeitura de Sorocaba e o Hospital Santa Lucinda ainda não foi realizada.

O Ipa Online questionou, nesta manhã de sexta-feira (22), tanto a Secretaria de Saúde e a assessoria do Santa Lucinda. Ambos informaram que, apesar de não ter definido ainda se o convênio continuará, novidades devem ser divulgadas semana que vem.

O contrato está previsto para ser encerrado no dia 31 de março. Se não for renovado, a maternidade do hospital deixará de fornecer leitos de forma gratuita por meio do SUS.

A gerente administrativa Regina Menassanch chegou a ir à Câmara, no dia 22 de fevereiro, e participou da audiência pública de prestação de contas da Secretaria Municipal da Saúde. À época, a profissional falou sobre as dificuldades passadas pelo hospital, responsável por 200 partos ao mês e mil gestantes no pronto-atendimento, citando um déficit operacional de R$ 14 milhões em 2018, que segundo ela é coberto pela “produção não-SUS” e pela mantenedora da unidade, a PUC-SP. “R$ 14 Milhões é insustentável. Dificilmente uma instituição consegue se manter assim por muito tempo e esse ano, infelizmente, chega ao extremo de apresentar à secretaria da Saúde a impossibilidade de se manter nessa condição”, afirmou Regina.

Questionada pelo vereador Renan Santos (PCdoB) se isso significaria uma possibilidade de não renovação do contrato, ela concordou. “É isso mesmo. Estamos fazendo todo o esforço para que isto não aconteça”, explicou a gerente. “Isso é uma bomba que vamos ter que tomar cuidado. Esse caso tem a envergadura do fechamento da UPH Zona Leste”, disse o vereador.

O Hospital Santa Lucinda atende a Prefeitura com o PA-Obstétrico, que funciona 24h, Centro Obstétrico com um leito de UTI adulto, Pediatria e UTI Neo-natal, com cerca de 50 leitos ao todo. “Ontem estávamos com 9 recém-nascidos internados, sendo que nós só temos 4 leitos SUS contratualizados”, revelou. “Essa condição toda impossibilita que a gente mantenha esse déficit com recursos próprios”, explicou Regina.

“Para manter essa equipe 1 hora, o custo é de R$ 480,00. Esse é o preço do parto. Material, medicamento, acomodação, alimentação, roupa, higiene, todo o resto, fica descoberto e alguém tem que pagar essa conta. E essa conta tem sido paga pelo Hospital Santa Lucinda”, declarou.

“Gostaria de aproveitar a oportunidade para pedir o apoio e que a Secretaria da Saúde e o prefeito Crespo tenham sensibilidade de entender que não é possível a gente manter essa estrutura funcionando e manter o serviço de excelente qualidade como é no Hospital Santa Lucinda”, comentou a gerente.

“Peço um espaço para que a gente possa sensibilizar o Executivo para que reconheça esse trabalho. A gente não quer muito, só quer poder se manter e manter prestando um serviço de qualidade”, finalizou Regina.

Ela informou que na penúltima reunião do Conselho Municipal da Saúde, “nós já sinalizamos que nós estamos em fase de discussão da contratualização”. Até março, o Hospital promove reuniões com a Secretaria da Saúde para apresentar as condições e o que foi feito ao longo do ano, e o que é possível fazer a partir de 1º de abril.

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