23 de Junho de 2024
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‘Como indivíduo, eu reconheço’, diz Mourão sobre vitória de Biden

Jovem Pan News
Postado em: 13/11/2020

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O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira, 13, que “como indivíduo” reconhece a vitória de Joe Biden nas eleições americanas. Também acrescentou que acredita que a vitória do democrata está “cada vez mais irreversível”. No último sábado, o Biden atingiu o número mínimo de 270 representantes necessários para levar o Colégio Eleitoral.  A eleição de Joe Biden foi confirmada após o triunfo no Estado da Pensilvânia, que deu ao democrata 273 delegados eleitorais. A apuração dos votos ainda está em andamento, mas Biden já soma 290 delegados, enquanto Donald Trump tem 217. Apesar dos números, o presidente Jair Bolsonaro se recusa a comentar os resultados e parabenizar o democrata pela vitória. Bolsonaro é um dos únicos líderes mundiais a se manter em silêncio. A China reconheceu oficialmente os resultados das eleições dos EUA projetados pela imprensa americana nesta sexta-feira, quase uma semana após Biden ter declarado vitória.

A declaração do vice-presidente foi dada durante entrevista à Rádio Gaúcha. “Como indivíduo, eu reconheço [a vitória de Biden], mas não respondo pelo governo. Como indivíduo, eu julgo que a vitória do Joe Biden está cada vez mais irreversível”, declarou Mourão. A ênfase no “como indivíduo” se dá após o presidente Bolsonaro se desentender com o o vice. Mourão afirmou que Bolsonaro comentaria sobre o resultado da eleição dos Estados Unidos na “hora certa”. O presidente não gostou da declaração do vice e respondeu em entrevista à CNN Brasil na segunda-feira, 9, que nem ao menos tem conversado com Mourão. “O que ele falou sobre os Estados Unidos é opinião dele. Eu nunca conversei com o Mourão sobre assuntos dos Estados Unidos, como não tenho falado sobre qualquer outro assunto com ele”. O atrito entre os dois continuou durante a semana.

Em evento público na terça-feira, 10, o presidente criticou de forma indireta o presidente eleito, Joe Biden. “Assistimos há pouco um grande candidato a chefia de estado dizer que se eu não apagar o fogo na Amazônia, ele levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como nós podemos fazer frente a tudo isso? Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora”, afirmou. A fala, que repercutiu internacionalmente, foi amenizada pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que afirmou que Bolsonaro estava usando um “aforismo antigo” na sua colocação. Na quinta-feira, 12, o presidente disse quem que levantar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre a expropriação terras de proprietários que cometessem crimes ambientais será demitido do governo. A proposta é do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNLA), órgão comandado pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

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