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Bolsonaro ironiza desistência de Doria e diz abrir mão de disputa no UFC

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Postado em: 23/05/2022

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Marianna Holanda, Folhapress

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou, nesta segunda-feira (23), a desistência do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

 

"Comunico que estou abrindo mão da disputa do cinturão dos pesos médios no UFC. Boa tarde a todos!", disse o chefe do Executivo no Twitter. Para o presidente, o tucano não representava uma candidatura competitiva, assim como ele nunca disputou UFC.

 

Em seguida, publicou investimentos do governo federal em esporte e no acesso a água.

 

Adversário de Bolsonaro e um dos principais alvos de sua militância digital, Doria abriu mão da candidatura, cedendo a pressões da cúpula de seu partido. O PSDB quer apoiar a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e consolidar uma candidatura única da chamada terceira via.

 

Bolsonaro está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No último levantamento do Ipespe, o tucano pontuou 4%, e Tebet, 2% -a pesquisa foi financiado pela XP.

 

Aliados do presidente passaram a tarde compartilhando vídeos e fazendo publicações em tom de deboche a respeito da desistência de Doria.

 

Assessor especial do presidente, Tenente Mosart disse que "o calça pediu arrego, desistiu". Bolsonaristas chamam o ex-governador de "calça apertada", de forma depreciativa.

 

Já Tércio Arnaud Tomaz, também assessor presidencial e pré-candidato a suplente de senador na Paraíba, fez troça com a expressão usada pelo próprio ex-governador.

 

"Pessoal, com o coração ferido e alma leve venho aqui dizer que desisti de jogar futebol pelo Real Madrid", disse Tércio, integrante do chamado "gabinete do ódio".

 

Ao abrir mão de concorrer ao cargo, Doria disse em seu discurso: "Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve. Saio com sentimento de gratidão e a certeza de que tudo o que fiz foi em benefício de um ideal coletivo, em favor dos paulistanos, dos paulistas e dos brasileiros".

 

Eleito com o voto alinhado ao do presidente em São Paulo, o "BolsoDoria", o ex-governador travou duros embates com ele enquanto esteve no cargo. Em especial, durante a pandemia.

 

O Instituto Butantan, por meio do governo de São Paulo, produziu a vacina contra a Covid-19 Coronavac. Por determinação do presidente, que é crítico da vacinação, o Ministério da Saúde recuou da compra dos imunizantes num primeiro momento.

 

Doria aplicou a primeira dose de vacina contra o coronavírus no Brasil, em 17 de janeiro de 2021.

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