Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Bolsonaro elimina mais de 27 mil cargos no governo federal por meio de decreto

Folhapress
Postado em: 23/12/2019

Compartilhe esta notícia:

Bernardo Caram, FOLHAPRESS

 

Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro extingue 27,5 mil cargos que compõem o governo federal, informou nesta segunda-feira (23) o Ministério da Economia. De acordo com a pasta, entre as posições extintas, estão as de discotecário, mateiro, técnico de móveis e esquadrias, locutor e seringueiro. Além da extinção das posições, há ainda a proibição de abertura de concurso público para outros 20 mil cargos técnicos e administrativos no Ministério da Educação.

 

Na prática, a medida antecipa parte da reforma administrativa planejada pelo governo, que vai alterar a estrutura do serviço público. Ao defender a reforma, membros da equipe econômica argumentavam, entre outros pontos, que o sistema de carreiras do governo é obsoleto e tem uma série de cargos que deixaram de existir no serviço público.

 

Em nota, o Ministério da Economia afirmou que foram analisados cerca de 500 mil cargos para identificar aqueles que não são condizentes com a realidade da atual força de trabalho do serviço público federal. O governo argumenta que a maior parte das atribuições extintas pode ser contratada indiretamente por meio de vagas terceirizadas ou descentralizadas para estados e municípios.

 

Segundo o ministério, do total de cargos extintos, 14,2 mil já estão desocupados. Outros 13,3 mil ainda estão ocupados e só deixarão de existir quando essas pessoas se aposentarem. "É importante deixar claro que o servidor que ocupa um cargo em extinção não é afetado, nada muda para a pessoa", afirma o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, Wagner Lenhart.

 

O Ministério da Saúde será o maior impactado pela medida, com redução de aproximadamente 22,5 mil cargos, o que representa quase 81% do total.

 

Somente a função de agente de saúde pública representa a extinção de 10,6 mil cargos. Lenhart afirma que a mudança não afetará as atividades de saúde pública. "Isso não terá repercussão no âmbito do Ministério da Saúde e se deve, em grande parte, à extinção de cargos de natureza operacional no combate e controle de endemias, e de cargos vagos de unidades hospitalares, que hoje já são de competência de outros entes federativos", justifica.

 

Desde 2018, esta é a terceira vez que o governo decreta a extinção de cargos que classifica como obsoletos. No fim da gestão do ex-presidente Michel Temer, houve uma redução de 60 mil postos. No início da gestão de Bolsonaro, foram extintos outros 13 mil cargos.

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Roberto Alvim diz desconfiar de "ação satânica" por trás de vídeo e de sua demissão

Justiça derruba decisão que bloqueava bens de Doria em ação por improbidade na Prefeitura de SP

Rebeca Andrade fatura prata, 1ª medalha na ginástica feminina do país

Sorocaba registra primeira morte por dengue e tem mais de 1.100 casos

Casal terraplanista italiano se perde ao navegar em busca do fim do mundo

Corredor BRT Ipanema e Terminal São Bento começam a operar neste domingo (25)