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Acusado de hackear dados de autoridades revela métodos e intermédio de Manuela D’Ávila

Postado em: 27/07/2019

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Folhapress

Preso, nesta semana, pela Polícia Federal, um dos acusados de hackear dados de autoridade, entre elas, procuradores e do ministro da Justiça, Sérgio Moro, revelou como conseguiu acessar as contas do aplicativo Telegram. O depoimento foi divulgado pela TV Globo. Walter Delgatti Neto contou como chegou aos arquivos de Deltan Dallagnol e outros procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

Delgatti Neto afirmou que conseguiu o contato de autoridades a partir do acesso ao celular do promotor Marcelo Zanin Bombardi. Ele disse que conseguiu o contato do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, por intermédio da ex-deputada Manuela D´Ávila.

Com base na agenda do promotor, o acusado foi tendo acesso a outras contas, na seguinte ordem: o deputado federal Kim Kataguiri; o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes; o ex-procurador-geral Rodrigo Janot; e, por fim, ao procurador Deltan Dallagnol.

O hacker afirmou que não editou os diálogos e não obteve conteúdos da conta do ministro Sérgio Moro. Ele também disse que não recebeu dinheiro pelas mensagens.

O acusado afirmou que conseguiu o contato da ex-deputada acessando a conta da ex-presidente Dilma Rousseff. Depois, ele enviou mensagens para a ex-parlamentar e solicitou o contato de Greenwald.

Ex-deputada confirma contato

A ex-deputada federal Manuela D´Ávila, do PC do B, confirmou que teve contato com o acusado de hackear dados de autoridades e que a conta dela no aplicativo Telegram sofreu uma invasão.

Por meio de nota, divulgada nas redes sociais, Manuela disse que, no dia doze de maio, foi comunicada pelo Telegram sobre uma invasão à conta dela.

Em seguida, a ex-deputada afirmou ter recebido mensagens de uma pessoa que dizia estar na lista de contatos dela.

Essa pessoa teria dito que tinha provas de graves atos ilícitos praticados por autoridades brasileiras.

A mensagem dizia que a pessoa não identificada queria divulgar o material. Manuela declarou que, a princípio, pensou que aquilo era uma armadilha de adversários políticos e que, por isso, repassou o contato do jornalista Glenn Greenwald.

A ex-deputada frisou que desconhece a identidade do invasor do celular dela e que se colocou à inteira disposição para auxiliar no esclarecimento dos fatos apurados.

Manuela disse que orientou os advogados a entregar cópias das mensagens recebidas à Polícia Federal e a apresentar o aparelho celular dela para perícia.

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