Foto: Marvadão

Por Celso ‘Marvadão’ Ribeiro

Não sei se o remedinho caseiro que estava vendendo faz os “milagres” que ele anuncia, mas num instante o camelô, num show de marketing, reuniu um monte de gente na praça, diante da Catedral,na última quinta-feira.

Eu estava passando por ali, dei “zoom no zóio” e fui conferir. Perguntei para pessoas recém-chegadas o que ele estava oferecendo. “Não sei, cheguei agora, tô aqui querendo saber”. Ehehe.

O cara tem o poder de atrair as pessoas, despertar o interesse. Muito mais rápido que os vendedores das lojas do Centro que convidam para entrar ou distribuem folhetos. Mais comunicativo e eficiente que os aprendizes de pastor que ficam por ali gritando ameaças do Novo Apocalipse…

Nestes tempos de comércio difícil, o camelô deu aula de comunicação rápida e de ação de venda. É só ele, uma mochila no chão, seu corpo, seu talento, cara e coragem.

Bom de papo, de narrativa, une seu recado criativo com linguagem corporal, fazendo acrobacias.

Explorando seu lado Sílvio Santos, o camelô é um sobrevivente. Pelo número de pessoas que não paravam de chegar, deve ter ganhado o dia com o seu remedinho que cura tudo.

Não, não vou pedir que a fiscalização baixe no local e tire o vendedor ambulante dali. Ele é puro folclore vivo, produtor de uma cena que faz da praça central o que ele deve ser: um local que reflete o nosso jeito e a nossa gente, os nossos velhos costumes.

1 Comentário

  1. Caro amigo celso, muito bem observado quanto ao poder de comunicação e persuasão que este vendedor possui, tenho 33 anos e já na minha infância gostava de acompanhar as grandes rodas que se formavam em frente à praça matriz, e isso discorre à décadas, me arrisco dizer à séculos. Penso que seu comentário é infeliz quando se refere aos “Aprendizes de pastores” pois são pessoas que estão dispostas a vender uma ideia, porém sem cobrar nada por isso! Por que o preço já foi pago! Sou um destes anunciantes!! Com orgulho meu caro!!

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