‘Querem me chamar de pedófila porque fiz um filme aos 18, chamem’, diz Xuxa

Foto: reprodução/vídeo

FOLHAPRESS

Na noite desta quarta (4), Xuxa usou o seu Facebook para fazer uma transmissão ao vivo com o objetivo de discutir e conscientizar o seu público sobre a Lei Menino Bernardo, também conhecia como “Lei da Palmada”, que desde 2014 proíbe o emprego de violência ou qualquer tipo de tratamento cruel ou degradante na educação de crianças de adolescentes.

Apesar de ter recebido o apoio de muitos fãs, Xuxa também foi muito criticada por espectadores que, apesar da lei, ainda defendem que “um tapinha não é violência” e afins, como a própria apresentadora destacou.

Incomodada com os comentários negativos que defendem a violência na educação dos “baixinhos”, Xuxa também aproveitou a “live” de quase duas horas para fazer um desabafo relacionado a esses comentários e às críticas que ela recebe até hoje por sua atuação no longa Amor Estranho Amor, de 1982. Em uma das cenas, Xuxa aparece nua na cama de um garoto menor de idade.

“Não gosta de mim, não tem problema. Vocês querem me chamar de garota de programa, querem me chamar de pedófila porque eu fiz um filme quando eu tinha 18 anos? Chamem”, disse Xuxa na altura do 1h48m do vídeo, que até o fechamento deste texto já teve mais de 380 mil visualizações. “Aliás, gostaria que todos vissem o filme porque é muito bom. Mas existe uma lei chamada Menino Bernardo, que vocês vão ter que aceitar. E ela é clara: não pode usar violência contra a criança.”

“Eu trabalhei muito para ter tudo o que eu tenho e oferecer o que eu ofereço para a minha filha, que mora num apartamento lindo nos Estados Unidos. Aceitem isso que dói menos”, continuou Xuxa, que hoje apresenta o “Dancing Brasil”, na Record. “Vamos parar de falar que eu tenho pacto com alguma coisa, porque senão eu não teria tudo isso. Isso está velho demais, tenho Deus no Coração sim.”

Em 2010, Xuxa processou a Google pedindo que a empresa excluísse de seus resultados de busca todos os resultados que ligassem o seu nome à pedofilia. Em maio deste ano, no entanto, a apresentadora teve um recurso do processo negado em segunda instância.