Por Djalma Luiz Benette

O vereador Renan dos Santos (PCdoB), presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Sorocaba, participou da coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema (FM 91.1mhz) parta fazer um balanço da visita feita por um grupo de vereadores na Policlínica Municipal, onde encontraram o prédio em péssimas condições de uso além de problemas tanto estruturais quanto manutenção de equipamentos e insatisfação dos servidores.

Mas foi seu foco na origem dos problemas, onde taxativamente afirmou que a última vez em que houve uma manutenção do prédio da Policlínica foi na gestão de Renato Amary em 1999, ou seja, nos 8 anos em que Vitor Lippi foi prefeito e nos 4 anos em que Pannunzio foi prefeito não deram atenção ao prédio.

Afirmando que a absoluta maioria dos problemas levados aos vereadores pela população estar relacionado com a saúde, Renan dos Santos afirmou que o problema foi na estrutura do atendimento da saúde escolhida pelo PSDB. Ele lembrou que na época do que ele chamou de vaca gorda, quando o orçamento municipal tinha mais de R$ 200 milhões extras no orçamento, o governo tucano preferiu fazer programas como o Via Viva (que fechava a avenida Itavuvu, a principal da Zona Norte, aos domingos, ocasionando transtorno ao trânsito) que não deixou legado algum para a cidade do que cuidar da saúde.

Renan dos Santos, após as críticas a estrutura pública da saúde organizada pelo PSDB (grifo do vereador), defendeu o projeto para a pasta da saúde apresentado pelo secretário da Saúde da Prefeitura de Sorocaba, Ademir Watanabe, que deseja desmamar (termo usado por Watanabe ao expor seu projeto aos vereadores) de recursos a Urgência e Emergência da rede municipal e pegar recursos para incrementar as UBS (Unidades Básicas de Saúde), popularmente chamado pelo cidadão de Postinho de Saúde.

Renan chegou a citar que o profissional de educação física, por exemplo, ao agir na prevenção das doenças do munícipe tem importância igual à do médico que trata a doença de quem não se preveniu. E que essa tese apresentada pelo secretário Watanabe precisa sair do papel e se tornar realidade.

Lembrei ao vereador que a tese apresentada pelo secretário encanta, mas que ele está mexendo com a cultura de um povo e cultura não é hereditária, ou seja, é hábito e hábito não se mudam por leis ou decretos, mas com educação (deveria ter usado o termo evangelização que me parece mais adequado) e tempo. Muito tempo. Décadas muitas vezes. O que vai requerer compreensão na confusão que qualquer mudança como a proposta vai originar.