Temer é aguardado na região de Sorocaba para anunciar obra de Reator Multipropósito Brasileiro

Em março, o presidente Michel Temer participou da entrega de ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Sorocaba. A cerimônia contou com a presença do prefeito José Crespo e do ministro da Saúde, Ricardo Barros. Foto: Claudeci Junior/Photo Premium/Folhapress

O presidente Michel Temer (MDB) é aguardado para participar, na manhã desta sexta-feira (8), do lançamento da pedra fundamental do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e Início dos testes de integração dos turbogeradores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica, no Centro Experimental Aramar, em Iperó. O investimento é de R$ 750 milhões.

O evento está previsto para começar às 10 horas.

O presidente postou em sua conta oficial, no Twitter, nesta quinta-feira (7), um vídeo falando sobre o RMB. Assista:

 

Ainda devem participar da cerimônia os ministros Interino da Defesa, Joaquim Silva e Luna; da Saúde, Gilberto Occhi; e da Ciência, Tecnologia, Inovações, e Comunicações Gilberto Kassab, além de representantes da Marinha do Brasil.

O RMB é um reator nuclear torna o Brasil autossuficiente na produção de radioisótopos – insumo fundamental para a fabricação de rádiofármacos, para o tratamento de doenças em diversas áreas da Medicina, como a cardiologia, oncologia, hematologia e neurologia.

O LABGENE – parte do Programa Nuclear da Marinha (PNM) – é o protótipo, em terra, da planta nuclear do futuro submarino com propulsão nuclear brasileiro.

Reator Multipropósito Brasileiro

Sob a responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Complexo do Reator Multipropósito Brasileiro será construído em Iperó, em uma área de mais de 2 milhões de m2, cedida pela Marinha do Brasil e pelo Governo do Estado de São Paulo, adjacente ao Centro Industrial Nuclear de Aramar.

O Complexo tem, além do reator nuclear de pesquisa, toda uma infraestrutura de laboratórios para realizar um conjunto de atividades.

O RMB será capaz de produzir os radioisótopos que o Brasil precisa, e que hoje são importados, reduzindo os riscos de desabastecimento e diminuindo os custos para a produção dos radiofármacos, o que permitirá maior volume de exames e tratamento de doenças, em especial de diferentes tipos de câncer. Isso significará melhores condições para o investimento na área médica, com a consequente ampliação do atendimento em medicina nuclear, para um maior contingente populacional.