Por Cida Muniz

Os projetos dos vereadores Iara Bernardi (PT) e Silvano Júnior (PV) sobre a obrigação de novos loteamentos serem obrigados a fazerem o cabeamento de energia, TV, telefonia, internet e assemelhados subterrâneos, além de avenidas novas, em razão de uma emenda do vereador Luis Santos (PROS), que coloca que, caso aprovado o projeto, ele começará a valer daqui a cinco anos, acabou sendo prejudicado e saiu da pauta, a espera de pareceres, principalmente da Comissão de Justiça.

A vereadora Iara defendeu veementemente o projeto, destacando que em várias cidades do Brasil, como Maringá e Curitiba, os municípios têm cabeamento subterrâneo. Iara apresentou imagens de como é realizado o cabeamento em outras cidades. Conforme a petista, o prefeito José Crespo, enquanto vereador, apresentou projeto semelhante.

Já o vereador Wanderlei Diogo (PRP) afirmou que “o progresso anda para frente e não anda para traz”, e afirmou que a CPFL, a Telefônica, a Vivo, o “Morto” (SIC) não estão nem aí para a população, porque somente querem lucro.

O vereador José Francisco Martinez (PSDB) afirmou que pretendia estudar o projeto. O tucano Anselmo Neto sugeriu que o cabeamento subterrâneo não fosse obrigatório e que loteamentos que fizessem esse tipo de benefício poderiam ter desconto no IPTU, por exemplo.

O posicionamento da vereadora Fernanda Garcia (PSOL) foi a favor do projeto, afirmando que “todo mundo quer que o Brasil seja de primeiro mundo, mas quando se discuti o assunto, acabam não fazendo” e completou, o “investimento das concessionárias é pequeno em relação ao que ganham”.

Para Péricles Régis, vereador pelo MDB, se o loteamento vai ficar mais caro para o empreendedor, eles que reduzam seu lucro que vão continuar vendendo.

Perigo para os trabalhadores
O vereador Fausto Peres (Podemos), levantou outra questão, que os trabalhadores cabista, profissão inclusive que ele já teve, correm muito riscos de acidentes, pois essa atividade é perigosa, inclusive ele já viu funcionários se machucarem seriamente em razão de um veículo bater na escada, além de outros problemas.

O vereador Irineu Toledo (PRB), líder do Executivo, lembrou que o ex-vereador Tonão Silvano, pai do atual vereador Silvano Júnior (PV), apresentou há anos o projeto obrigando o loteador a entregar o terreno com toda a infraestrutura, como: asfalto, esgoto e iluminação. No início os loteadores não queriam, mas foram obrigados, cumpriram a lei e continuam ricos.

Continuando, Irineu indagou: “Quando a cidade vai estar preparada para oferecer à população de baixa renda esse benefício” e concluiu afirmando que o loteador fica por 25 anos recebendo do terreno que vendeu e “se depender da elite dominante, nunca vai mudar” e convidou os vereadores a votar favorável ao projeto.

Diante da posição de Irineu, o vereador Martinez, afirmou que se o líder era favorável, ele também votaria a favor do projeto, que deve retornar em breve para apreciação dos vereadores em segunda discussão.

2 Comentários

  1. Para eu poder falar na tribuna da Câmara dos Vereadores , tenho que agendar 30 dias antes , tenho 15 minutos para discursar , ai o Flavio no dia da discussão , vai a Câmara e se diz contrario ao projeto , nem poderia ser diferente ,alguns edis dizem que precisam estudar algo que me parece obvio , o projeto simplesmente sai da pauta e colocamos o projeto que institui o Dia nacional da Roda Sorocabana “redonda” , a quadrada fica para outra oportunidade ,invento importante que revolucionou a humanidade.
    Será que tem algum gato no telhado?

  2. Este Projeto é totalmente viável.
    Qualquer pessoa que vá até Brasília pode constatar que lá tudo é subterrâneo.
    Uma cidade planejada e muito bem organizada em seus bairros, ruas e residências.
    Só basta praticar o LBC (Levanta a Bunda da Cadeira) que tudo funciona….

    “Eu digo a verdade, doa a quem doer”

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