Roberta Barreira

Por Cida Muniz

Na oitiva da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda realizada nesta quinta-feira (10) na Câmara Municipal de Sorocaba, a primeira após a ação da Polícia Federal chamada de “Prato Feito” que está investigando diversas licitações ligadas à merenda escolar, a vereadora Iara Bernardi (PT), que preside a CPI, fez a abertura e destacou que diante de novos fatos outras oitivas devem acontecer.

A primeira testemunha ouvida foi Roberta Barreira, que compareceu acompanhada de seu advogado, Alexandre Ogusuku, ex-presidente da OAB, e era funcionária da empresa Apetece – responsável pela merenda -, sendo que durante o tempo que atuou na empresa estava alocada na Prefeitura. Roberta é casada com o ex-secretário Mobilidade, Desenvolvimento Urbano e Obras, José Roberto Fernandes Barreira, que também deveria depor nesta quinta, mas não compareceu, pedindo um prazo de quinze dias para comparecer.

Roberta, em seu depoimento contou como começou a trabalhar na empresa, disse considerar normal estar alocada dentro da Prefeitura, sendo que ela fazia a fiscalização, mas não da merenda oferecida para alunos de escolas municipais, mas sim de produtos enviados para entidades conveniadas com o Executivo.

A depoente se mostrou muito bem preparada para depor, afirmando que não tinha nada a ver ela ser funcionária da Apetece, por ter competência, e o seu marido atuar como funcionário comissionado, no caso secretário, na administração Pannunzio, o que os vereadores da CPI presentes, discordaram totalmente.

Já o ex-secretário Roberto Juliano, que a Câmara vem tentando convocar desde o início da CPI, agora será chamado judicialmente.