O tenente-coronel do 7º Batalhão da Polícia Militar, Carlos Alexandre de Mello, afirmou, em entrevista ao Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, nesta manhã de terça-feira (17), que atua todos os fins de semana para combater os chamados ‘pancadões’ que ocorrem, principalmente, no Parque das Águas e Jardim Ipiranga.

Segundo ele, nestas festas, no qual participam em sua maioria jovens e adolescentes, grupos se reúnem para consumir bebidas alcoólicas, drogas e utilizam carros com sons tunados. A ‘baderna’ não só incomoda vizinhos próximos a estes locais de concentração, como também fomenta a criminalidade por conta do tráfico de entorpecentes existente.

“Atuamos todas as sextas, sábados e domingos para combater estes tipos de situações”, declarou ele durante entrevista. O coronel respondeu a perguntas dos apresentadores José Roberto Ercolin e Alexandre Moreto.

“Às vezes chamo a polícia de ‘Supernanny'”, desabafou citando o programa televisivo sobre uma babá que educa crianças. “Temos de cuidar dos adolescentes que estão na rua, em vez de combater a criminalidade”, completou ao afirmar que a demanda da PM é muito grande.

Tenente-coronel do 7º Batalhão da Polícia Militar, Carlos Alexandre de Mello, durante entrevista ao Jornal da Ipanema / Foto: Alana Damasceno

Mello relatou que, quando um menor de idade é visto participando dessa situação, é encaminhado ao Conselho Tutelar. Em caso de uso de drogas, ele também pode ser levado à delegacia.

Uma das dificuldades, explica, é a questão do flagrante, já que estes grupos utilizam de redes sociais e aplicativos de troca de mensagem para fazer dispersão quando notam a chegada da Polícia Militar ou Guarda Civil Municipal. Assim que a PM se distancia, os jovens voltam a se reunir, disse ele.

Uma reportagem feita pela jornalista Cristiane Carvalho, divulgada nesta segunda-feira (16), no Portal Ipa Online, relatou que os moradores das redondezas do Parque das Águas, localizado à margem da avenida Dom Aguirre, Zona Norte de Sorocaba, estão revoltados com a baderna e a sujeira que os jovens deixam no local aos finais de semana. Há denúncia de que os frequentadores, meninas e meninos de 13, 14 anos, consomem bebidas alcoólicas no local.

O coronel orienta o morador a discar 190 e acionar a Polícia Militar caso sinta-se incomodado com estes pancadões.

Em nota, a Prefeitura informou que “está apurando a reclamação dos moradores e que, no próximo final de semana, a Guarda Civil Municipal (GCM) fará um patrulhamento ostensivo para coibir o vandalismo e demais infrações no Parque das Águas”.

6 Comentários

  1. Liberem um espaço então para jovens curtirem saírem se divertirem, não fica correndo de polícia mais que bandido que isso que está acontecendo,

  2. Querem proibir jovens de tudo daqui a pouco nem da casa estão saindo mas, acabar com pancadões chegando atirando e tacando bomba parabéns, criminalidade na onde ninguém é obrigado a fazer nada atraz de bandidos mesmo não vejo, parabéns pra vocês que sim estão piorando as coisas nesse Brasil , adolescente de hoje não pode nem sair mas na rua agora conversar escutar uma música

  3. O comentário do cidadão kaleb joazeiro , deve ser de alguém que tb compartilha com esse encontro , que na verdade falta isso para polícia , usar a força porquê , falar , orientar , não faz efeito mais . Sei que muitos pais não tem controle sobre seus filhos , porquê o tal estatudo da criança não os deixa fazer mais isso .
    Esse encontro só mostra a decadência de nossa sociedade , pois os jovens não vão para se divertir , vão para se destruir , esse funk além de denegrir a imagem da mulher , incita o uso de drogas e apologia ao crime . Agora , isto é divertimento ?

    • Com o comentário citado , é possível perceber que ainda estamos longe do razoável, e que temos muito trabalho ainda pela frente.
      Alguns jovens estudam , fazem pesquisa , estudam musica , outros preferem ficar nos pancadões ouvindo músicas em apologia as drogas e violência , jogam lixo no chão, picham muros e consideram isso liberdade.
      Todavia , eu também quando jovem admito que disse muita asneira .
      Segue o jogo

  4. Proibir os jovens de participarem de reuniões em um espaço público . Proibir os jovens de ouvir músicas em alto volume em um espaço público e distante de residências no seu entôrno . Proibir os jovens de falar palavrões e gírias . ( É CLARO QUE NÃO SE PODE PERMITIR NENHUM ATO ILÍCITO, E MUITO MENOS O USO DE DROGAS E ÀLCOOL ) . Mas acionar a polícia para dispersá-los , é muito BAIXO . É um comportamento retrógrado , ignorante, provinciano , antiquado e INTOLERANTE de uma minoria que certamente já está em ” QUEDA LIVRE ” na terceira idade, e que DISCRIMINA os jovens por causa do seu comportamento,do seu visual, e principalmente porque são oriundos das PERIFERIAS, DAS ” FRANJAS” DA NOSSA CIDADE . ERRADOS OU NÃO, ELES NÃO ESTÃO NUMA VIA PÚBLICA, OU NUM ESPAÇO PRIVADO DESAUTORIZADO . PEGARIA MAL SE A MÍDIA NOTICIASSE ALGUM DIA, QUE OS JOVENS FOSSEM ESCURRAÇADOS COM DEMASIADA “FORÇA” POR ESTAREM ATRAPALHANDO O SONO DOS MORADORES DO ENTÔRNO DO ESPAÇO PÚBLICO ” PARQUE DAS ÀGUAS ) . ISSO NEM PENSAR !

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