A implantação do Botão do Pânico em Sorocaba completou um mês nesta quinta-feira (8). Hoje, o sistema do COI (Centro de Operações de Inteligência) possui 12 mulheres cadastradas/assistidas judicialmente, com a medida protetiva que a ajuda a denunciar e evitar que volte a ser vítima de seus agressores.

Para o secretário de Segurança e Defesa Civil, Fernando Dini, a disponibilidade do aplicativo às vítimas, já traz a sensação de segurança e auxilia na inibição de qualquer tentativa de violência por parte do agressor. “O que as mulheres têm nas mãos hoje é uma arma que garante, principalmente, que a suposta tentativa de agressão não passará desapercebida, impune. Com o Botão do Pânico, o agressor já tem em mente que será punida qualquer atitude infracional que venha a cometer contra a mulher assistida”, diz.

Dini também faz um balanço desse um mês de experiência do sistema. “No começo do mês de março tivemos uma reunião no Cerem, onde foram debatidos os pontos positivos e os negativos levantados até agora. Acreditamos que estamos no caminho certo”, lembra.

Dini também ressalta que todos os guardas civis municipais foram treinados para operar o sistema, com cinco estações de trabalho aptas para o monitoramento e atualização do programa por parte das assistidas. “Até o momento ainda não tivemos ocorrências e nem acionamento pelo aplicativo. E o nosso desejo é esse: que não precisemos utilizar o aplicativo. É sinal de que não está ocorrendo a violência contra as mulheres”, diz.

COMO FUNCIONA O BOTÃO DO PÂNICO

Após a mulher – vítima de violência – formalizar a denúncia contra o agressor e obter na justiça uma medida protetiva, poderá se cadastrar e ter acesso ao aplicativo. Caso o agressor descumpra a decisão, seja por se aproximar ou até agredir a vítima, física, verbal ou psicologicamente, a mesma poderá apertar o botão na tela do celular e um aviso será enviado ao COI (Centro de Operações e Inteligência), da Guarda Civil Municipal,possibilitando o deslocamento de uma viatura e o atendimento.

Assim que o botão éacionado, o aplicativo também registra a localização da vítima, via GPS. Além de informações da vítima, o programa também tem informações do agressor.