Foto: Divulgação

Cerca de 50 pessoas participaram da palestra “O passado e o presente do Estado de Israel: desafios antigos para o século 21”, promovida pelo Iguatemi Business, no auditório da torre empresarial.

Ministrada pelo jovem André Lajst, que é neto de sobreviventes do campo nazista Sobibor e deixou seu trabalho na área de publicidade para estudar diplomacia e contraterrorismo no Centro Interdisciplinar de Herzliya, em Israel, a apresentação abordou as raízes históricas, culturais e religiosas dos judeus na Palestina e os conflitos entre o Estado de Israel e países árabes.

De acordo com Lajst, que também atuou no exército israelense, na unidade de Inteligência da Força Aérea, o conflito israelo-palestino antecede a Partilha da Palestina. “Durante décadas, após o fim do Império Otomano e começo do mandato britânico para a região da Palestina, judeus e árabes se enfrentaram em uma espécie de guerra civil movida por ideologias distintas e autodeterminação nacional de ambas as partes. A partilha da Palestina foi uma tentativa da ONU (Organização das Nações Unidas) de resolver um conflito antigo, propondo uma divisão justa para que a paz e segurança pudessem ser preservados na região. Mas, não havia líderes dispostos a aceitar a coexistência proposta pelos britânicos e aceita pelos judeus”, explicou o palestrante.

Segundo o cientista político, em 1946, a Liga Árabe na ONU, rejeitou a proposta da Partilha, gerando uma guerra civil entre árabes e judeus na região da Palestina. “O conflito árabe-israelense é um dos mais complexos e mais debatidos do mundo e poucos o conhecem em profundidade, seja por causa da complexidade, do tempo de duração, das tentativas de acordo, ou mesmo de questões políticas internas de cada lado”, avaliou.

Para ele, as questões políticas e os conflitos vão acabar sendo decididas em Washington, nos Estados Unidos, considerada por ele como a capital do mundo. “Existem diferentes visões relacionadas à divisão de Jerusalém, os refugiados, às fronteiras, aos assentamentos e à segurança. Aliado a isso, cada lado tem diferentes percepções de agenda, recursos, espaço, etc. Cada tentativa de acordo de paz – The Road Map, Taba, The Arab Peace Plan, Clinton, Camp David e Oslo – destacou com mais ênfase um itens em detrimento a outro.

Enquanto essas visões e percepções não forem convergentes, não haverá uma solução para o conflito”, concluiu Lajst.

A palestra “O passado o presente do Estado de Israel: desafios antigos para o século 21” contou com o apoio do Instituto Brasil-Israel e da Associação FlaNar.

Deixe um Comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here