Paciente corre risco de amputar braço por falta de medicamento

Pacientes que fazem tratamento de câncer no Hospital Leonor Mendes de Barros, no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), têm tido dificuldades de acesso a medicamentos para o tratamento de quimioterapia. Nesta semana, a esposa de um paciente com câncer entrou em contato com a redação do Ipa Online para falar sobre a falta do medicamento Paclitaxel e o adiamento das sessões de quimioterapia.

Há dois meses sem o medicamento e sem fazer as sessões de quimioterapia, Neuza Amorim assiste a doença do marido avançando. Ela conta que ele foi a diagnosticado há pouco mais de um ano; desde então passou por duas cirurgias. As sessões de quimioterapia tiveram início em janeiro, mas a partir do mês de julho foram suspensas por falta de medicamento.

Inconformada, ela diz que foi diversas vezes ao hospital, mas a resposta é sempre a mesma. “A unidade de saúde não tem previsão de quando vai receber o medicamento”. Ela diz ainda que encontra outros pacientes no Leonor, na mesma situação que a do marido e isso a deixa “mais desanimada”. “Sem a quimioterapia o câncer pode avançar e o tumor voltar a crescer. Isso mexe com a sobrevida do paciente e com a chance de cura”.

Neuza conta, ainda, que o marido chora de dor e que o tumor está se alastrando pelo braço. “Infelizmente, na próxima consulta, acredito que o médico indique a amputação”. A única esperança dela é que a entrega dos medicamentos seja regularizada, e que o marido volte a fazer as sessões de quimioterapia.

Outro lado

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Estado informa que, o medicamento Paclitaxel “já está disponível na farmácia e que o desabastecimento temporário do produto ocorreu em razão do atraso na entrega por parte da empresa Accord Farmacêutica Ltda, que foi multada pelo Estado por descumprimento do prazo, conforme publicação em Diário Oficial”.