Por Celso ‘Marvadão’ Ribeiro

(Esta é uma reflexão filosófica que usa a ironia como ferramenta de provocação intelectual)

Pois é, Zé, tudo depende da perspectiva, do pondo de vista, do lado que se está observando um fato ou situação.

Por exemplo. As baratas dão gritinhos e sobem nas cadeiras quando veem um homem ou uma mulher. E nem precisam ser dotadas de asas… Eheh.

Para as baratas, o homem (e também a mulher) é nojento, um terrível inimigo, um perigo permanente para a sobrevivência da espécie cucaracha.

Nem Franz Kafka, em Metamorfose, imaginou o baratão Gregor Samsa com essa percepção filosófica sobre o nível de importância dos seres na escala da existência e dos usos e costumes.

Então, sapistas militantes e pererecantes, pensem e viajem comigo nesta sequência de raciocínio voador.

Nada é apenas o que parece. Tudo pode ser rediscutido, repensado e ganhar novo “olhar” dependendo do ponto de vista.

Você vê o buraco, que está na rua, rua que está no bairro, que está na cidade, que está numa região, que está num estado, que está num país, que está num continente, que está num hemisfério, que está no globo terrestre, que está no sistema solar…

Visto lá do alto, o buraco não é nada, sua rua não é nada, sua cidade é grão de areia. Ou nem isso. E você está perdido ali no seu mundinho interior. Não precisa ofender, né? Mas que bela lição de humildade para certas prepotências, que acham são donas da verdade.

Nada mais prova a nossa pequenez do que olhar para o céu estrelado.

Visto pelo olho do satélite, à medida que nos afastamos do buraco em que estamos enterrados, nosso nível de importância vai esmaecendo, sumindo, até cair no buraco negro do universo.

E a dimensão do alcance do olho mecânico da estação espacial vira buraquinho insignificante perante o “olho da galáxia”, onde estamos escondidos em nossa insignificância. E o que pensar, então, da nossa situação diante do “olho do universo” que tudo vê e tudo percebe neste sem-fim sem fim.

Queremos entender o mundo e as coisas e ter certezas absolutas apenas com os recursos limitados de nossa razão básica e com o que a ciência até agora descobriu. Chééé…

Tem gente que olha e só consegue ver o buraco da rua onde está prestes a cair. Não desconfia que o buraco é mais embaixo ou mais em cima.

Ter uma visão de contexto, de conjunto, é um bom início para nós, “baratões” humanos, tentando sair do buraco e da mediocridade.

Como enfrentar isso sem complexo de inferioridade? Sei lá.

Quem sabe quebrar as ideia engessadas.

De repente, começar a fazer perguntas perturbadoras para si e para os outros ,como exercício de razão criativa?

Vai ver, passar a usar a ironia, o senso de humor e a linguagem figurada como ferramentas de desconstrução do politicamente correto, dos pensamentos estereotipados e dos julgamentos à base de carimbos primários?

O barato do sapo é voar dando uma rasante e depois causar torcicolos em quem fica olhando para o alto, de boca aberta, caçando mosca.

Olha só. Alguém do brejo falando do buraco…

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