Por Celso ‘Marvadão’ Ribeiro

Sorocaba é uma cidadona, um cidadão. Aqui cabe tudo, tudo se encaixa.

Não é preciso a Câmara Municipal aprovar para você ter o status de cidadania, ou se sentir da casa.

A Câmara também não pode impedir isso: “suma daqui, você não está à altura de nossas tradições e de nossos usos e costumes!”

Estamos no mapa. Qualquer pessoa brasileira ou até do exterior pode ter um desejo: ah, gostei de Sorocaba, quero me sentir sorocabano, viver nessa cidade.

Pronto. É só vir para cá, adaptar-se e começar a pagar impostos, e já passa a ser um sorocabano de fato ou de direito.

Assim, se Bolsonaro ou qualquer outro cidadão de fora quiser receber o título de SOROCABANO, basta dar uma chegadinha, passar um tempo aqui, trazer ou não a família, instalar um negócio, falar “porta aberta” ou chamar pão francês de “filãozinho. Eheh…

Se não gostar, não se adaptar, vai embora e pronto.

No mais, ser sorocabano não é uma ISO, um selo de qualidade, um carimbo de garantia moral, ética e de comportamento ilibado. Claro que temos aqui certos valores, certo jeito de ser e tal e coisa.

Sorocaba é uma síntese nacional e da natureza humana. Temos gente boa e gente ruim, gente virtuosa e gente corrupta. E nem por isso deixam de ser sorocabanos.

E não são os vereadores que vão fazer esse “controle de qualidade”, né?

Claro que existe a chance de alguém receber o título de cidadania por relevantes serviços prestados à cidade. Mas muitas vezes vira apenas uma lisonja política.

Tenho dito e tenho Bastião.