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Na semana passada, falamos aqui sobre como o divórcio pode lhe fazer bem, quando é claro, o relacionamento vivido já não está mais acrescentando em nada na vida do casal e essa parece ser a saída mais viável.

O que muitos esquecem de falar é que para chegar até a fase boa do pós-término (ou seja, a superação e a volta por cima), vem uma fase que é muito difícil e dolorida, mas extremamente importante de ser vivenciada: o luto após o término da relação.

Quando um relacionamento termina, há a sensação que perdemos um pouco (ou muito) de nós mesmos com essa ruptura, parece que ficamos sem identidade ou ao mesmo sem saber diferenciar nossos gostos, escolhas, decisões. E isso dói, porém seria estranho se assim não fosse.

Muitas vezes o luto é vivenciado ainda dentro do relacionamento – quando ele já acabou e só falta se separar de fato e aí após o término as coisas ficam mais fáceis. Outras vezes, o luto é vivido intensamente após o fim propriamente dito.

Embora muitos nos digam que é preciso sair, badalar ou até mesmo comemorar, a bem da verdade é que antes disso, é preciso passar por todo o processo do luto. Mas o que seria o luto?

Luto significa profundo pesar pela morte de algo ou alguém. É mais fácil visualizar quando há a morte física de uma pessoa. Mas e quando ela morre dentro de nós, somente para nós? Ou seja, ela continua viva, porém vivenciar o luto é sobretudo aceitar e dar conta do sentimento de finitude deste relacionamento – e na maioria dos casos do amor que existia nele.

Kubber Ross, uma famosa psiquiatra estudou o fenômeno da perda, e pontua que as cinco fases do luto se enquadram para qualquer forma de perda pessoal catastrófica, sendo que qualquer mudança pessoal significativa poderá levar a estes estágios:

1° Fase – Negação e isolamento – É simplesmente negar que isso aconteceu de verdade, um mecanismo de defesa da nossa mente diante da dor. “Não pode ser verdade, comigo, não”

2° Fase – Raiva – Depois da negação, geralmente surge a raiva e a necessidade de sair da fase de isolamento e negação. A pessoa se revolta com o mundo, se sente injustiçada de estar passando por aquela situação. Por que eu? Isso não é justo!

3° Fase – Negociação e Barganha – Começa com tentativas de negociação com a emoção ou com o “culpado” pela situação, utilizando-se de promessas, pactos etc., que ocorrem em segredo. Pensamentos como: “Vou tratar bem as pessoas e tudo ficará bem”. “Vou pensar positivo e tudo se resolverá”.

4° Fase – Depressão – Tristeza, culpa e medo são emoções comuns a esta fase. Sendo esta uma fase evolutiva, visto que agredir não adiantou, negar ou se revoltar utilizando de barganhas, surge então o sentimento de grande perda: “Será que as coisas ficarão bem?” . Não consigo lidar com isso! Me odeio, a culpa é minha!”

5° Fase – Aceitação – Não se trata de um estágio de felicidade, mas sim de um estágio no qual a pessoa busca modificar o sentimento de tristeza, aceitando a perda como algo natural e necessário a transformação, buscando a ajuda necessária para isso. “Posso mudar isso”. “Vou melhorar a cada dia”.

Na verdade, após o fim do relacionamento, todos vivenciamos o luto, nem sempre todas as fases, porém especialistas afirmam que o comum é passarmos por pelo menos duas destas fases até chegar a aceitação. É uma etapa que deve ser vivenciada e fugir ou negar, só vai uma hora ou outra, piorar a situação.

Por isso, acreditamos que o luto deve ser visto como uma fase importante do fim do relacionamento. Se te der vontade de ficar recolhida no seu canto, fique. Se te der vontade de conversar com alguém a respeito de tudo o que está vivenciando, o faça. Para nós Divs, a terapia foi e continua sendo essencial para passarmos por este turbilhão de emoções. Se você tiver a possibilidade de buscar ajuda de um profissional, o faça.

Seja como for, respeite o seu luto, ele sempre vem para nos deixar mais fortes e nos transformar em pessoas melhores.

Até semana que vem!

Grande beijo,

DIVS