Por Celso ‘Marvadão’ Ribeiro

Foi só sair a notícia da intervenção federal no Rio de Janeiro, com o comando da operação entregue a um general de Exército, que a turma que tem fobia de farda verde começou a babar.

Que perigo, a volta do militarismo, é treino para golpe…

Tem gente que nem pode ouvir falar em Forças Armadas que fica parecendo o cachorro de Pavlov: começa a salivar dominada pelo reflexo condicionado de uma ideia fixa.

Já é tempo dessa gente tirar a cabeça dos anos 60, especialmente de 1964, quando houve aquele golpe militar com amplo apoio popular, do empresariado e da classe política.

Foi lamentável, mas já era.

Hoje os militares não estão nem aí, não querem assumir o país, não há hegemonia para isso. Mas os viciados em “golpe” precisam retroalimentar aquela memória como fonte de narrativa.

Outra coisa. Não são poucos os preocupados agora com direitos humanos dos bandidos, numa espécie de Síndrome de Estocolmo à brasileira. Nunca vi tanta estimação por bandidos.
O Brasil vai demorar muito para atingir o nível da Suécia. E até chegarmos a isso como viveremos? Desmilitarizar a polícia, liberar as drogas, soltar os presos, desarmar os cidadãos de bem? Eheh. Essa seria a solução no Rio?

Se não for a intervenção federal, por meio das Forças Armadas, o que fazer na ex-capital do Brasil?

É, sim, uma questão de segurança nacional, de soberania. O poder paralelo do crime está ocupando o lugar do Estado. O Brasil pode virar um Narcopaís. Rota de passagem do tráfico, fronteiras abertas, alto consumo de crack e cocaína, e muito mais.

Além do mais, há uma grande diferença entre aquele golpe de 1964, quando um ato institucional ditatorial substituiu a Carta Magna, e essa intervenção de agora, prevista na Constituição.

No mais, as Forças Armadas são constitucionalmente estabelecidas, com poderes para usar a força necessária quando a sobrevivência da democracia e da ordem assim exigirem.

Isso é muito diferente de golpe.

2 Comentários

  1. Humorista fracassado querendo opinar sobre politica so poderia escrever m. Mesmo. Quanta bobagem meu Deus.

    • Beleza Carlos, então do alto da sua capacidade de raciocínio, nos apresente uma solução melhor para o caos que está acontecendo no Rio de Janeiro, observe, sei que a intervenção neste momento politico ajuda o Temeroso, pois cria uma cortina de fumaça sobre outros temas que estão tornando-se uma pedra no sapato do dito cujo, temas como a reforma que não decola e nem decolará se Deus quiser, esse presidente é um fiasco, mas dada a chapa em que se elegeu nunca esperei coisa melhor dele ou da antecessora que era apenas figurante, pois em tudo pedia benção ao Lula, agora você provavelmente vai dizer olha ai mais um coxinha, ao que eu no meu direito retruco, nem coxinha, nem mortadela, só um dos milhões de brasileiros que estão percebendo que não importa o lado que chega ao poder cada lado rouba pelos seus, cada um tem sua própria agenda e interesses escusos para seguir e ai sim, se sobrarem algumas migalhas que sejam distribuídas ao povo. Mas voltando ao caso da intervenção do Rio, qual sua ideia mirabolante para a situação de guerra civil que se instalou por lá? se é que tem alguma… será que não podemos usar esta intervenção para realmente fazer algo que mude a situação vivida pelos cariocas, mas que afeta o Brasil como um todo?

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