O DEDA QUESTÃO

Em março do ano passado, a experiência de 16 anos como deputado federal do ex-prefeito Pannunzio, que chegou a ser líder da bancada do PSDB em Brasília, pesou para a decisão do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de designá-lo para chefiar o Escritório de Representação do Governo de São Paulo em Brasília.

Agora, 16 meses depois, ele deixa o cargo.

Alckmin renunciou ao posto para concorrer à presidência da República e em seu lugar assumiu o comando do estado o vice-governador Márcio França. E com essa mudança, também mudaram as forças que gravitam em torno de quem tem a caneta mais forte do Estado, assim, as lideranças tucanas deixam espaço para quem é próximo do governador.

Assim dois sorocabanos ganham força: o deputado federal Jeferson Campos e o deputado estadual Carlos Cézar, que é casado com a irmã de Jefferson.

E divergências do passado vieram à tona para a saída de Pannunzio do cargo.

Pannunzio, quando virou prefeito em 2016, tirou quase todo o espaço que Jeferson tinha na prefeitura de Sorocaba com o prefeito Lippi. E por três anos Pannunzio nunca chamou Jeferson para conversar, a não ser quando ficou próxima a eleição de 2016. Mas aí já era tarde, Jeferson havia assumido compromisso com o grupo de Renato Amary que acabou elegendo Crespo.

Hoje, tanto Jeferson como Carlos Cézar têm força no governo Crespo. Toda segunda-feira eles participam da reunião política do governo.

E a gota d’água para o pedido da troca de Pannunzio foi a aprovação do empréstimo que a Prefeitura fará em torno da CAF (antigo Fundo Andino de Gomento) de 70 milhões de dólares. Em que pese todo o processo ter se iniciado no governo Pannunzio, quem acompanhou o processo de liberação do empréstimo não viu empenho algum de Pannunzio para que isso ocorresse e ficou surpreso ao ver que ele posou na foto e tratou de divulgar que foi seu empenho que havia ajudado.

O deputado Jeferson Campos, depois do assunto adormecido, foi quem anunciou (publicado com exclusividade pelo O Deda Questão) seu pedido para que o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira, desse o pontapé que abriu o empréstimo, agora sacramentado. E ver Pannunzio na foto, como o pai da criança, apenas ajudou no sentido de pedir ao governador a troca do representante de São Paulo em Brasília.

O primeiro nome sugerido para o cargo foi de Renato Amary, também ex-deputado federal, mas ele recusou a missão. Então Carlos Cézar sugeriu e o governador aceitou de nomear Marcelo Aguiar ao cargo. Marcelo Aguiar que fez dobradinha com Carlos Cézar na última eleição sendo candidato a federal.

1 Comentário

  1. Sorocaba agora tem novos “Politic Stars” o tom das eleições e do novo momento é invocado pelo gospel,segundo o jornalista da coluna os deputados cult religion Carlos Cesar e Jefferson Campos são os novos xodós da politica Sorocaba e dele também.Trocar Pannunzio por Marcelo Aguiar é um acinte a não ser pela influencia em liberar recursos do governo federal em tempo antes das eleições. Além de ótimos negociadores (Pelo menos é o que parece quando consultamos o google) Os caras são os responsáveis por tudo, nomeiam um colocam outro,influenciam aqui fazem ali, verdadeiros donos do poder.Mandam no Crespo no Marcio França acho que na cabeça deles até em Deus! Vamos torcer que os interesses não sejam pessoais e sim coletivos que alcancem muitas pessoas e não seletivamente algumas.

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