O DEDA QUESTÃO

A confiança do setor supermercadista com o futuro da economia brasileira desabou após greve dos caminhoneiros. Isso é o que se conclui a partir de pesquisa feita pela Associação Paulista dos Supermercados, que aponta volta aos níveis de confiança futura de agosto de 2016, auge da crise econômica.

A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo (PCS/APAS) demonstrou que os supermercadistas estão muito preocupados com o futuro, depois da greve dos caminhoneiros e seus desdobramentos, como o tabelamento do frete. Apenas 22% dos empresários do setor demonstraram otimismo geral (ambiente econômico atual e futuro) em junho, uma queda de 16 pontos percentuais em relação a maio. Com isso, o pessimismo subiu de 17% para 26%.

“Os reflexos nas expectativas futuras do setor supermercadista varejistas de São Paulo foram muito fortes e praticamente imediatos. Por conta disso, o primeiro semestre, que mostrava uma recuperação lenta, mas relevante, termina de forma ruim”, avaliou Thiago Berka, economista da APAS.

Outro ponto preocupante da pesquisa foi o otimismo atual com as vendas dos supermercados, que ficou totalmente nulo, caindo a 0%, assim como a intenção atual dos supermercadistas em contratar mais funcionários.

“O resultado desta pesquisa, além de alarmante, demonstra como foi dura, no curto prazo, a greve dos caminhoneiros para o setor que vinha tendo um ano relativamente bom, com vendas positivas, mas interrompeu toda essa escalada do otimismo com as vendas gerando perdas financeiras”, explicou Berka.

Nos empregos, o otimismo das contratações futuras também chegou a zero, caindo 30 pontos percentuais de um mês para outro, o que é preocupante principalmente para os mais jovens, que buscam o primeiro emprego. “O varejo alimentar tem, entre todos os admitidos, 18% como vagas do primeiro emprego. Ou seja, devido ao setor ser porta de entrada no mercado de trabalho, os jovens podem ser os mais atingidos no pós-greve”, avaliou o economista.

Em relação à confiança com o governo federal, a percepção atual foi para apenas 8%, e caiu a zero de otimismo na expectativa para o futuro. De acordo com Thiago Berka, o tabelamento do frete foi um duro golpe contra o setor supermercadista que, por ser a ponta direta com o consumidor na cadeia de abastecimento, acaba sendo afetado e malvisto pela população.

Já sobre a confiança com o governo estadual, a atuação deste para tentar colocar um fim na greve dos caminhoneiros fez com que o otimismo do setor supermercadista paulista na expectativa futura subisse para 42%, atingindo o melhor resultado desde outubro de 2017. A explicação para esta confiança foi devido à criação, pelo governo do Estado, de um comitê de crise com representantes de diversos segmentos afetados pela greve, inclusive o supermercadista, com a APAS participando das reuniões.

A atuação do comitê, junto com as forças policiais, conseguiu liberar várias rodovias e caminhões com produtos, amenizando os impactos das paralisações. Diversas prefeituras também conseguiram informar a população sobre o funcionamento de serviços essenciais, o que também contribuiu para a percepção muito mais positiva que a do governo federal.

1 Comentário

  1. Quem mandou apoiar baderneiros ?
    Quem mandou apoiar terroristas que mantiam bons motoristas que só queriam ir para casa, em cárcere durante dias ?
    Agora aguenta calado povo brasileiro e aprende a não apoiar Vagabundos e Terroristas !

    “Digo a verdade, doa a quem doer”

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