10/08/2017 17h46 - Atualizado em 10/08/2017 17h46 | Ipanema Online

Água alaranjada causa temor a moradores do residencial Carandá



Moradores dos apartamentos do residencial Carandá, entregue há cerca de quatro meses, reclamam da cor da água que tem saído das torneiras do condomínio. Em vídeo encaminhado ao Portal Jornal Ipanema é possível ver que a água que sai da torneira é alaranjada (assista ao vídeo abaixo). Apesar de moradores afirmarem que é impossível de ser consumida, o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) alega que a água que chega ao Carandá é potável, entretanto análises são feitas para descobrir a causa do problema. A autarquia recomenda que a água que apresenta aspecto alterado não seja consumida.

Além da cor alaranjada, a água também apresenta um forte cheiro. A balconista Gisele Queiroz, conta que passou mal após o consumo. “Tenho problemas nos rins e preciso tomar bastante água, até tentei experimentar, mas o gosto é horrível. ”, reclama. Desempregado, Ataíde Rodrigues foi obrigado a desembolsar cerca de R$ 40 por mês, para ter água de qualidade em sua casa. “Estou na economia, mas não podemos ficar com água com sabor de ferrugem”, disse.

Assista ao vídeo


CAUSA DESCONHECIDA

O secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Maurício Campanati, relatou, durante o Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, 91,1 FM, que não há conhecimento de qual substância pode estar causando esta coloração. "Conversamos com o Saae e voltamos a fazer todas as amostragens dentro dos condomínios, apartamentos, para saber que substância é: ferro, barro, encanamento sujo ou corroído, caixa d'água com problema [...]", comentou.

A expectativa é que o problema seja descoberto em prazo de 10 dias, de acordo com o secretário. "O que a gente, como proposta, nesse momento emergencial, é que utilizem torneiras que não passem pela caixa d'água. Existem torneiras externas aos apartamentos que recebem água direto do Saae", recomendou. "Pedimos para instalar torneira logo na entrada do cavalete. Seja para beber ou cozinhar, em todos os condomínios que apresentem problema".

Campanati revelou que o problema foi detectado, pela primeira vez, em maio deste ano, pouco tempo depois de as famílias terem se mudado para o residencial. "Notamos que a água tinha coloração vermelha. A prefeitura oficiou o Banco do Brasil, agente financeiro responsável pela contratação da construtora, que fez limpeza nas torres de caixas d'água", declarou. Entretanto, relata o chefe da pasta, em meados de junho os moradores voltaram a reclamar da coloração. "A prefeitura voltou a oficiar o BB, que por sua vez enviou documento no dia 24 de julho comprovando que a água estava potável", exclamou.

Por conta do ocorrido, Campanati pediu reunião com o promotor de Justiça Jorge Marum e com o procurador da República buscando solucionar a situação. "O que podemos fazer é essas cobranças". Descoberto o reagente, a Secretaria de Habitação deve acionar a construtora, pois o residencial ainda está no prazo de garantia.

O MP pediu para enviar análises e não me deu um prazo deve estar tomando providências para que o mais rápido possível consigamos resolver este problema.

NOTA OFICIAL DO SAAE

Por meio de nota oficial, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba informou estar ciente do problema relatado pelos moradores e desde o primeiro instante em que as reclamações começaram a ser apresentadas a autarquia deslocou os seus profissionais até  o Residencial Carandá e desde então vem realizando coletas de água e análises semanalmente, como ocorreu na tarde de quarta-feira (9).

As coletas e análises que estão sendo realizadas ocorrem nos quatro pontos em que a água tratada distribuída é de responsabilidade do Saae/Sorocaba: no cavalete do macro medidor existente na fachada do empreendimento; no reservatório da autarquia de 2 milhões de litros instalado no interior do Residencial; no cavalete dos hidrômetros e na entrada dos reservatórios existentes em cada um dos  condomínios.

Em todas as coletas e análises realizadas pela autarquia até o momento, a água não apresentou qualquer alteração, seja em seu aspecto visual ou em sua composição, apresentando-se sempre dentro dos padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde.

Portanto, a conclusão é de que a água que chega ao Residencial está normal e que as alterações ocorrem internamente no Carandá, cujas redes de distribuição e reservatórios são de responsabilidade da construtora que realizou as obras. 

Foi informado ainda que na semana passada a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária da Prefeitura de Sorocaba encaminhou o caso ao Ministério Público Federal o problema enfrentado pelos moradores dos condomínios. A expectativa é que providências sejam tomadas para que haja a cobrança do agente financeiro, o Banco do Brasil e da construtora que entregou os empreendimentos, a Direcional, para que as mesmas solucionem os problemas.

Por se tratar de condomínios agora privados não compete ao município resolver eventuais problemas que possam existir nos reservatórios ou tubulações do imóvel. Todos os condomínios encontram-se no período da garantia da construtora Direcional, que deve resolver eventuais falhas construtivas. A Prefeitura acompanha a situação com constantes pedidos de solução ao agente financeiro e à construtora.