06/08/2017 18h29 - Atualizado em 06/08/2017 18h32 | Ipanema Online

Definido representantes para o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra



Representantes da sociedade civil foram escolhidos na manhã de sábado (5), para compor a nova gestão do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Sorocaba (CMPDCN) para o biênio 2017/2019. A plenária foi realizada na sede do Barracão Cultural, na avenida Dr. Afonso Vergueiro, 310, no Centro.

Foram eleitos 20 representantes, sendo dez titulares e outros dez suplentes (veja relação completa no final da matéria), que deverão ser nomeados por Decreto. A indicação dos representantes da sociedade civil será precedida de listas tríplices, submetidas ao chefe do Poder Executivo.

Para o representante do Fórum Regional de Promoção de Igualdade Racial, José Marcos Oliveira, o conselho "é de extrema importância" para a comunidade negra. “Esse conselho não difere dos demais conselhos do ponto de vista de responsabilidade porque representa uma parcela da população”, comentou. O objetivo do órgão é o de proporcionar a interlocução entre a comunidade negra e o poder público municipal para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas a esse segmento da sociedade.

O conselho é um órgão de caráter permanente com funções opinativa e consultiva, vinculado à Secretaria de Cidadania e Participação Popular, da Prefeitura de Sorocaba e apoio de demais secretarias municipais.  

De acordo com o Secretário de Cidadania e Participação Popular, Mário Bastos, a eleição do conselho "é muito importante para a população", porque são representantes da comunidade, do segmento, atuando, "discutindo e debatendo" sobre políticas públicas. “Isso aproxima cada vez mais o poder público da comunidade negra e a Secretaria vem como um orientador, um facilitador no sentido de reduzir os espaços e promover o diálogo”, comentou.

Para a presidente interina do Conselho da Comunidade Negra de Sorocaba, Maria de Lourdes Moraes, a escolha de novos conselheiros "é bastante positiva". "Tivemos um grupo bem diferenciado, com pessoas engajadas e participativas, e, além disso, temos o apoio do governo o que facilita as ações de políticas públicas", frisou.

Criado pela Lei Municipal 7.764/2006, o conselho visa promover, principalmente, a valorização da pessoa e o respeito humano. Estudos apontam que aproximadamente 30% da população sorocabana é negra e as áreas que demandam maior atenção são Educação, Saúde e Cultura.

Presente na plenária, Márcio Santos, conhecido como Márcio Brown, rapper sorocabano, defendeu a luta do movimento hip hop e a valorização da cultura. “Continuamos lutando contra o preconceito e precisamos, mais do que isso, aprofundar a questão do hip hop dentro do movimento negro”, comentou. Segundo Brown a luta ainda é grande. “Precisamos avançar na questão racial e isso acontece com o diálogo e com a nossa autocrítica também”, frisou.

Os representantes ficaram assim escolhidos: José Marcos Oliveira (Fórum Regional de Promoção de Igualdade Racial); Márcio Brown (Hip hop); Leandro Lial (Renafro); Maria Tereza Ferreira (Momunes); Adriana Martins (28 de Setembro); Jurema Ramalho (Associação Candum); Claudineia Aparecida Mira (Plenu Cidadania); Jaqueline Moraes Pinto (Associação Candum); Marilda Correa (Nucab) e Maria Aparecida da Costa Batista (Conseg Norte). Os suplentes são: Michele Lemos de Souza (CRP); Evandro Ayres Sampaio (Ilê Oxalá Asê Kojamindê Orum); Vanessa Cristina Bernardo (Ilê Atsáketu Asé Omon Logunedé); Aline Cássia (sociedade civil); Tatiane Regina (sociedade civil); Maria de Lourdes Moraes (Associação Candum); Kelly Carmo da Silva (SMetal); Luciana Leme dos Santos (sociedade civil); Otoniel Antonio Silva (Capoeira Família) e Luiz Carlos (Ilê Atsáketu Asé Omon Logunedé). O primeiro ato dos conselheiros, assim que nomeados, será a indicação, ao Prefeito, de lista tríplice de membros para que, dentre estes, seja eleito um, pelo chefe do Executivo, para assumir a Presidência do CMPDCN e convocar os trabalhos para elaboração do Regimento Interno.

Também participaram da plenária demais membros de entidades que representam a comunidade negra, além do coordenador da Igualdade e Racial, da Secretaria de Igualdade e Assistência Social, Maurício Barisson, e a secretária da pasta, Cíntia de Almeida.