12/05/2017 11h08 - Atualizado em 12/05/2017 11h08 | Ipanema Online

Modelo para implementação do VLT deve ser apresentado em breve



O secretário de Mobilidade e Acessibilidade e presidente da Urbes – Trânsito e Transportes, Wilson Unterkircher Filho, falou a respeito do BRT (Bus Rapid Transit) e VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) nesta sexta-feira (12), durante entrevista ao Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema 91,1 FM, A entrevista aconteceu dentro do espaço "O Deda Questão", comandado pelo jornalista Djalma Benette.

De acordo com Unterkircher, a expectativa é de que a proposta do modelo para implementar o VLT no município seja apresentada ao prefeito José Crespo (DEM) até o meio deste ano. De acordo com Unterkircher, após essa fase, ainda haverá de nove a 12 meses para audiências públicas, preparações e editais de licitação. "Existe todo um ritual que deve ser seguido sob pena de macular o projeto como um todo", concluiu.

Crespo participou de audiências nesta semana em Brasília para tratar deste assunto, quando se reuniu com representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Rumo ALL – empresa que tem a concessão da linha férrea em Sorocaba – para tratar da possível assinatura do COE (Contrato Operacional Específico). O COE está previsto no Regulamento de Operações de Direito de Passagem e Tráfego Mútuo do Sistema Ferroviário Federal. Com este contrato assinado, a Urbes dará início então aos estudos de viabilidade de implantação do VLT em Sorocaba.

Entretanto, durante o Jornal da Ipanema, o presidente da Urbes informou que é mais provável a aprovação do projeto por meio da PPP (Parceria Público-Privada). "Nos parece mais lógico neste momento. A PPP permite que se chamem os interessados para apresentar propostas dentro de premissas que o próprio governo define. Nos parece ser esse o caminho", enfatizou. Porém, ele ressaltou que esta opção demandaria mais tempo, por conta de realização de audiências públicas, explicação aos vereadores e debates inerentes à PPP.

BRT

A desistência da Prefeitura de implantar o modelo de BRT (Bus Rapid Transit), definido pelo governo anterior, foi uma ação para evitar desperdício de recursos, já que ela consumiria R$ 39 milhões, informou Unterkircher, durante entrevista. “Decidimos não assinar o contrato nos moldes propostos, com a concessão de 20 anos, pois implicaria em um impacto financeiro muito grande no valor do subsídio já pago ao sistema de transporte. Hoje, o subsídio já está na casa dos R$ 70 milhões. Fazer essa implantação seria uma irresponsabilidade da nossa parte”, afirmou ele, desta vez, em um texto enviado à imprensa pela Secretaria de Comunicação e Eventos da prefeitura.

Com esta decisão, a Prefeitura publicou um comunicado no Diário Oficial do Estado na última terça-feira (9) informando a empresa vencedora da licitação no ano passado, o Consórcio BRT Sorocaba, que não fará o projeto e deu prazo de cinco dias para que ela se manifeste sobre o assunto. Este prazo se encerra na próxima segunda-feira (15). Após este período, caberá ao prefeito uma decisão final sobre a revogação dessa licitação, já que o prazo final para fazê-lo é o dia 30 de maio.

A proposta do prefeito José Crespo é a readequação do projeto definido pelo governo passado, sem descaracterizar a ideia inicial, transformando apenas alguns corredores exclusivos de ônibus em faixas exclusivas para diminuir o impacto financeiro. A estimativa de investimento só em infraestrutura no projeto original era de R$ 264 milhões. Com a adequação, seriam R$ 136 milhões, um valor quase 50% menor.

Os corredores exclusivos previstos no projeto inicial do BRT contemplavam as avenidas Itavuvu e Ipanema (Norte) e as avenidas General Carneiro e Armando Pannunzio (Oeste). Para as avenidas Pereira Ignácio, Washington Luís e Antonio Carlos Comitre (Sul) e São Paulo (Leste) estava prevista a implantação de faixas exclusivas. Com a readequação do projeto, o corredor exclusivo seria mantido só na Avenida Itavuvu e as avenidas Ipanema e o Corredor Oeste (avenidas General Carneiro e Dr. Armando Pannunzio) passariam a contar com faixas exclusivas, além das previstas anteriormente.

Neste novo formato, se aprovado o empréstimo de R$ 127 milhões, a Prefeitura de Sorocaba licitaria os projetos executivos e a execução da obra para implantar o Sistema BRT na Avenida Itavuvu e as faixas exclusivas nos demais corredores. Já a operação seria feita pelas próprias empresas concessionárias que já atuam no município (Consor e STU).

A proposta foi levada a Brasília e está em análise.