12/05/2017 09h54 - Atualizado em 12/05/2017 09h54 | Ipanema Online

Unterkircher: extinção da Urbes é opção de estudo para diminuir déficit financeiro na prefeitura



O presidente da Urbes - Trânsito e Transportes, Wilson Unterkircher Filho, relatou que entre as alternativas para diminuir o déficit do poder público a primeira seria extinguir a empresa pública, tornando assim a Secretaria de Mobilidade e Acessibilidade a responsável pelo transporte público urbano em Sorocaba. O tema foi abordado durante entrevista no Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, 91,1 FM, nesta edição de sexta-feira (12). Unterkircher participou do espaço "O Deda Questão", comandado pelo jornalista Djalma Benette.

A gestão da Urbes é feita com capital 100% proveniente da Prefeitura de Sorocaba.

Unterkircher, que está à frente da Semob, revelou que o prefeito José Crespo (DEM), determinou um estudo para reduzir as despesas da Urbes. A primeira opção cogitada seria extinguir a empresa pública. "Algumas alternativas são a extinção dela e a assunção dos seus serviços pela Secretaria de Mobilidade e Acessibilidade, aproveitando os funcionários, mas isso tudo depende de um estudo mais aprofundado, principalmente em relação a esses funcionários que são um patrimônio e não se pode abrir mão", relatou. "Estamos concluindo este estudo determinado pelo prefeito e, talvez em breve, já tenhamos uma definição para que a gente parta efetivamente para a mudança", destacou.

O estudo a respeito do que deve acontecer com a Urbes será concluído dentro de 90 dias.

Assista a um trecho da entrevista


Outra alternativa, pontuou o presidente, seria partilhar a gestão dos bilhetes de ônibus sem perder o controle da receita do sistema. "Essa é a única condição que o prefeito colocou para a gente. Que o controle das ações e do caixa único sejam da Urbes ou da Semob". O presidente explica que isto pode ser incorporado à prefeitura em mudança de figura da Urbes. "No caso da assunção pelas empresas da bilhetagem teria mais uma parcela de funcionários que conseguíssemos, mediante acordo com a Justiça de Trabalho, reenquadrá-las em nova função e, desta forma, reduzindo a despesa da empresa pública". 

A Urbes, alegou Unterkircher, atualmente é deficitária. Atualmente, são investidos pelo poder público R$ 70 milhões para manter o sistema de transporte urbano ativo na cidade. Unterkircher frisa que a demanda de passageiros diminuiu na cidade. Um dos motivos para que isto tenha ocorrido seria, contraditoriamente, o aumento do poder de compra de automóveis do usuário e a "diminuição do poder aquisitivo" do passageiro, para uma viagem ao Centro [cita ele como exemplo]. Em 1990, seis milhões de pessoas utilizavam o transporte público. Atualmente, esse número caiu para 5 mi. "Caímos um milhão, o que representa quase 20% da demanda. Você passa a ter menos receita e tendo os custos crescentes".