11/08/2017 10h51 - Atualizado em 11/08/2017 10h51 | Ipanema Online

CPI recomenda condenação de prefeito Crespo



Atualizada às 17h26

O pedido de afastamento do prefeito José crespo (DEM), foi aprovado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da prevaricação, nesta manhã de sexta-feira (11) (assista abaixo). O relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) apontou indícios de infrações administrativas e prevaricação cometida pelo prefeito e recomenda a cassação e condenação criminal do democrata por "não realizar a devida investigação quanto à denúncia do diploma da ex-assessora Tatiane Polis". No total, oito vereadores participaram da sessão.

A CPI apontou que o diploma é falso e Tatiane Polis recebeu dinheiro público sem a capacitação necessária. Hudson Pessini (PMDB), relator da comissão, afirmou que quer a criação de uma nova CPI para apurar os problemas enfrentados pela vice na questão da sua sala, a respeito do assessor 'plantado' pelo prefeito.


Agora aprovado, o relatório deve ser encaminhado às autoridades competentes, com cópia integral dos autos e mídias com conteúdo audiovisual dos depoimentos das testemunhas ouvidas e as entrevistas e coletivas realizadas pelo prefeito, para as devidas providências, especialmente ao Ministério Público do Estado de São Paulo, considerando os indícios de autoria e materialidade de atos de improbidade administrativa e de crime comum por parte de Crespo.

Onde estava Crespo?

Enquanto ocorria a votação, o prefeito, junto ao secretário de Mobilidade e Acessibilidade e diretor presidente da Urbes, Wilson Unterkircher Filho, participava da ampliação de horários da linha 66 - Ipatinga, na avenida Carlos Oetterer.

O relatório

O relatório aponta que não houve a devida investigação com relação ao diploma da assessora Tatiane Polis. Segundo o documento, o certificado de conclusão de ensino médio e fundamental dela é "nulo", pois foi emitido por "colégio fechado por fraudar diplomas, que nunca teve autorização para ministrar Ensino Fundamental na modalidade à distância". Ele ainda afirma que "o próprio prefeito afirmou em entrevista que a assessora não seria exonerada vez que estava regular".

Na conclusão, ainda é apontado que "ficou comprovado que as investigações só se estabeleceram formalmente pra Prefeitura de Sorocaba quando da ausência do prefeito para viagens".  No caso, a denúncia de diplomas falsos da ex-assessora foi recebida pela então prefeita em exercício, Jaqueline Coutinho (PTB), que decidiu por investigar o caso. 

A CPI foi aberta após tomar conhecimento da confusão no Paço, no dia 23 de junho, envolvendo o prefeito e a vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB), por conta da investigação do diploma de ensino fundamental da ex-assessora Tatiane Polis. No caso, Jaqueline relatou que Crespo a proibiu de investigar o caso. Já o democrata, por sua vez, relatou que a investigação deveria ficar a cargo da corregedoria-geral do município. Porém, a comissão informou que "restou claro a brevidade empregada ao procedimento de investigação – averiguação preliminar na corregedoria se deu de forma anômala, não usual, a fim de se obter conclusão favorável e rápido arquivamento da denúncia, conforme depoimentos da Corregedora Cristiane Piedemonte e do Corregedor Geral Gustavo Barata". 

A votação

No início, a presidente da CPI, Fernanda Garcia (PSOL), se disse indignada com o que viu na sala da vice-prefeita, sobre o caso do assessor 'plantado' pelo prefeito em seu gabinete. Já Renan Santos (PC do B) afirmou que Sorocaba não tem prefeito, mas um ator "revanchista".Ele sugeriu que Fernanda faça um boletim de ocorrência devido à situação de ontem no gabinete.

Já Hudson afirmou que quer a criação de uma nova CPI para apurar os problemas enfrentados pela vice na questão da sua sala.

Aguardando notificação

Em nota, a Secretaria de Assuntos Jurídicos e Patrimoniais informa que a Prefeitura vai aguardar a notificação oficial do Ministério Público para conhecer o teor do inquérito e decidir as providências a serem adotadas.