08/08/2017 17h20 - Atualizado em 08/08/2017 17h20 | Ipanema Online

Comissão Processante: Crespo se contradisse



Durante coletiva de imprensa, no fim desta tarde de terça-feira (8), os vereadores que compõem a Comissão Processante afirmaram que houve contradições do prefeito José Crespo (DEM), em relação aos demais depoimentos de secretários e envolvidos na questão da confusão do dia 23 de junho, no gabinete do democrata, na Prefeitura de Sorocaba, sobre o caso de investigação do diploma da ex-assessora Tatiane Polis.

Os vereadores Fausto Peres (Podemos), presidente da comissão; Vitão do Cachorrão (PMDB), relator; e Silvano Junior (PV) ouviram oito testemunhas na última quarta-feira, 2, incluindo a ex-assessora e a vice-prefeita. 

O depoimento do prefeito encerrou o ciclo de oitivas da comissão. A defesa do prefeito receberá nesta quarta-feira, 9, a gravação em vídeo da oitiva e a partir de quinta-feira, 10, tem início o prazo de cinco dias para apresentação de suas alegações finais.

Decorrido esse prazo, a comissão emitirá um parecer final pela procedência ou improcedência da acusação e solicitará ao presidente da Câmara, vereador Rodrigo Manga (DEM), a convocação de sessão para julgamento.

O chefe do Executivo depôs à CP nesta tarde de terça. Segundo os parlamentares, as contradições são, principalmente, referentes ao dito pelo corregedor-geral Gustavo Barata, e o secretário de Gabinete Central, Hudson Zuliani, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). 

Questionado sobre assuntou, Crespo apenas respondeu que "não viu divergência nenhuma" no afirmado por ele. 

O prefeito afirmou, por exemplo, que a principal exaltação no dia 23 de junho foi da própria Jaqueline. "Sim, exaltação de todos, principalmente dela [a vice], quando fiz a reunião e pedi para que ela explicasse ou se retratasse do assédio moral e injúrias e das ofensas que ela havia, já na véspera, dirigido contra um servidora municipal, no caso, minha assessora. Ela se levantou, de dedo em riste, no rosto da assessora, reafirmando aquelas inverdades ou até assédio moral, no sentido de que ela havia comprado o diploma", afirmou. "A vice-prefeita Jaqueline Coutinho, talvez movida por um ódio pessoal que até hoje não entendo de onde veio contra essa assessora. Isso naturalmente provocou a exaltação de todos, eu também. Infelizmente, a vice-prefeita simplesmente repetiu a injúria e assédio moral", relatou o democrata.

Sobre o caso do diploma, Crespo relatou que a corregedoria já tinha recebido e investigado, entre abril e maio, o ensino superior e nível médio, no qual afirmou que estavam regularizados. "No dia 23, durante essa reunião, tomei conhecimento de que havia dúvidas ou denúncia sobre o ensino fundamental. Ela [Tatiane] trouxe os documentos, passou para as minhas mãos e eu entreguei ali mesmo e determinei à corregedoria, único órgão encarregado de quaisquer investigações, pedi que a vice-prefeita parasse a investigação e nós todos deixássemos que a corregedoria procedesse com relação ao fundamental".

Crespo também negou qualquer tipo de agressão contra a vice.

Durante entrevista aos jornalistas, a presidente da CPI da Prevaricação, Fernanda Garcia (PSOL), relatou, por sua vez, que o corregedor-geral havia afirmado que a conclusão final de sua investigação é que Tatiane "deveria ser imediatamente exonerada e, no entanto, ele [Crespo] diz que não tem nada confirmado e que  não teria problema dela em continuar com seu cargo". "No entendimento dele [prefeito] não houve julgamento total, embora a corregedoria seja o espaço de investigação da prefeitura para avaliar. Tendo o diploma do ensino médio do Rio de Janeiro comprovado que não consta na escola, ou seja, não existe esse documento, mesmo assim ele [Crespo] tem essa avaliação", esclareceu Fernanda.