08/08/2017 15h22 - Atualizado em 08/08/2017 15h22 | Ipanema Online

Crespo chega à Câmara para depor à Comissão Processante; oitiva acontecerá de portas fechadas



O prefeito José Crespo (DEM) chegou à Câmara de Vereadores para depor à Comissão Processante. A oitiva está prevista para começar às 15h30. O depoimento ocorrerá de portas fechadas, sem acesso para a imprensa.

Após sua chegada, Crespo foi notificado novamente pelo oficial de Justiça, desta vez, para prestar informações no Mandado de Segurança que diz respeito ao pedido do afastamento da vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB), de seu gabinete no 6º andar. A vice retomou, nesta manhã de terça, suas atividades de mandato em sua sala.

O democrata chegou adiantado, às 15h15, e é o último a depor a respeito de sua desavença com a vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB), ocorrida no dia 23 de junho, em seu gabinete, no Paço, por conta de uma investigação após denúncia de suspeita de diploma falso da ex-assessora Tatiane Polis. 

Os vereadores Fausto Peres (Podemos), presidente da comissão; Vitão do Cachorrão (PMDB), relator; e Silvano Junior (PV) ouviram oito testemunhas na última quarta-feira, 2, incluindo a ex-assessora e a vice-prefeita.

Após o depoimento de Crespo, será aberto o prazo de cinco dias para o prefeito apresentar suas alegações finais. Decorrido esse prazo, a comissão emitirá parecer final pela procedência ou improcedência da acusação e solicitará ao presidente da Câmara, vereador Rodrigo Manga (DEM), a convocação de sessão para julgamento.

A Comissão Processante foi instaurada na sessão de 27 de junho último, com base no Decreto-Lei nº 201, após aprovação em plenário do pedido de cassação e afastamento do prefeito. Protocolado pelo munícipe Helder Abud Paranhos, chefe de gabinete do vereador Renan Santos (PCdoB), o pedido ocorreu em virtude da denúncia de que o prefeito teria agredido verbalmente o secretário Hudson Zuliani, do Gabinete Central, e a vice-prefeita, Jaqueline Coutinho, além de supostamente impedir a investigação da possível irregularidade do diploma da ex-assessora Tatiane Polis.