02/08/2017 14h14 - Atualizado em 02/08/2017 14h14 | Ipanema Online

Corregedor: Tatiane "deve ter sido vítima"



O corregedor-geral do município, Gustavo Barata, durante entrevista à imprensa, disse acreditar que Tatiane Polis, ex-assessora do prefeito José Crespo (DEM), tenha sido vítima da instituição que expediu seu certificado de conclusão de ensino fundamental. A afirmação foi feita após Barata depor à Comissão Processante, na Câmara Municipal, que ouve 12 pessoas, sendo 10 testemunhas do caso de desavença entre o democrata e a vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB), por conta de uma investigação do diploma de Tatiane.

O corregedor também relatou que, de fato, a ex-assessora possui o certificado de nivelamento de ensino fundamental, que a habilitaria a cursar o ensino médio, porém o Rio de Janeiro, no qual ficava a instituição que ela estudou, não reconhece o documento. "O requisito do cargo que é o nível superior, isso, ela tem. A própria instituição [Esamc] já declarou que tem. Os antecedentes, pela informação do Rio de Janeiro, de fato ela não possui. Agora, se ela fez, se foi vítima, pelo o que se apresenta e informações que nós tivemos, provavelmente foi o que aconteceu", afirmou. "O grande 'X' ou não vai ser a validade do nível superior. Pelo depoimento que ouvi, em parte, pela própria imprensa, tudo nos leva a crer que ela fez aquilo, portanto, pela fala dela e das informações junto à CPI, ela deve ter sido vítima", finalizou.

Na programação de depoimentos ainda constam a ex-assessora Tatiane Regina Goes Polis. Em seguida, prestam depoimentos o mantenedor da Esamc, Luiz Castanho; Luiz Cláudio Oliveira dos Santos, do Rio de Janeiro; o servidor da secretaria de Educação do Rio de Janeiro, Jaime G. de Moraes Filho, e o secretário estadual da referida pasta, Wagner Victer.

São integrantes da Comissão Processante os vereadores Fausto Peres (Podemos), Vitão do Cachorrão (PMDB) e Silvano Júnior (PV)

A investigação

A CP busca apurar se Crespo prevaricou (cometeu crime contra a administração) ao não investigar a denúncia de que Taty Polis teria apresentado diploma falso de ensino fundamental para então exercer o cargo de assessora nível III cujo salário é de R$ 9.196,00. A denúncia, anônima, teria chegado ao conhecimento de Jaqueline enquanto prefeita em exercício. Após a volta do democrata de viagem ao exterior, a vice teria informado, junto ao secretário de Gabinete Central, Hudson Zuliani, sobre o caso ao prefeito, em seu gabinete, em reunião também com a presença do corregedor-geral, Gustavo Barata e a ex-assessora. Segundo o relatado pela petebista, Crespo exaltou-se na reunião e disse que ela estaria "proibida de prosseguir com a investigação". Porém, essa versão chegou a ser negada tanto por Crespo quanto Tatiane, quando ambos disseram que ela possui os documentos e Barata realizou a investigação necessária para comprovar a existência deles.