02/08/2017 13h55 - Atualizado em 02/08/2017 13h55 | Ipanema Online

Secretário e assessor negaram haver agressão



Tanto o secretário de Gabinete Central, Hudson Zuliani, quanto o assessor Carlos Mendonça, este conhecido pelo episódio das coxinhas durante protesto dos servidores, relataram, durante depoimento à Comissão Processante, que não houve agressão durante o desentendimento entre o prefeito José Crespo (DEM) e a vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB), no dia 23 de junho.

Zuliani classificou o que houve naquele dia como "desinteligência". Já Mendonça, por sua vez, afirmou ter havido uma "exaltação", mas "jamais uma agressão". Ambos prestaram depoimento durante o horário de almoço desta quarta-feira (2). 

A CP deve ouvir, no total, 12 pessoas, sendo 10 testemunhas de Crespo. Já foram ouvidos pelos vereadores Fausto Peres (Podemos), Vitão do Cachorrão (PMDB) e Silvano Júnior (PV),  guardas municipais, a vice-prefeita, o corregedor-geral do município, Gustavo Barata e começou a depor às 13h40, a ex-assessora Tatiane Polis, alvo do desentendimento entre os chefes do Poder Executivo.

Em seguida, prestam depoimentos o mantenedor da Esamc, Luiz Castanho; Luiz Cláudio Oliveira dos Santos, do Rio de Janeiro; o servidor da secretaria de Educação do Rio de Janeiro, Jaime G. de Moraes Filho, e o secretário estadual da referida pasta, Wagner Victer.

A investigação

A CP busca apurar se Crespo prevaricou (cometeu crime contra a administração) ao não investigar a denúncia de que Taty Polis teria apresentado diploma falso de ensino fundamental para então exercer o cargo de assessora nível III cujo salário é de R$ 9.196,00. A denúncia, anônima, teria chegado ao conhecimento de Jaqueline enquanto prefeita em exercício. Após a volta do democrata de viagem ao exterior, a vice teria informado, junto ao secretário de Gabinete Central, Hudson Zuliani, sobre o caso ao prefeito, em seu gabinete, em reunião também com a presença do corregedor-geral, Gustavo Barata e a ex-assessora. Segundo o relatado pela petebista, Crespo exaltou-se na reunião e disse que ela estaria "proibida de prosseguir com a investigação". Porém, essa versão chegou a ser negada tanto por Crespo quanto Tatiane, quando ambos disseram que ela possui os documentos e Barata realizou a investigação necessária para comprovar a existência deles.