02/08/2017 10h03 - Atualizado em 02/08/2017 10h03 | Ipanema Online

GCMs são os primeiros a prestar depoimento à CP nesta quarta



Os dois guardas civis municipais convidados a depor à Comissão Processante, foram os primeiros a serem ouvidos pelos vereadores, nesta manhã de quarta-feira (2), sobre a confusão do dia 23 de junho no gabinete do prefeito José Crespo (DEM) com a vice-prefeita Jaqueline Coutinho (PTB), a respeito da investigação sobre o diploma da ex-assessora Tatiane Polis.

Raiana Mendes, a primeira a depor, disse aos vereadores Fausto Peres (Podemos), Vitão do Cachorrão (PMDB) e Silvano Júnior (PV) que, "Ela de onde fica, na portaria, não teve acesso aos fatos no gabinete". O segundo a prestar depoimento, GCM Roberto Duran Campos, por sua vez, disse que não trabalhou no dia do fato em questão.

As oitivas acontecem na sala de reunião na Câmara de Vereadores, de portas fechadas. A imprensa não tem acesso à sala e os depoentes conversam com os jornalistas após saírem do local.

Na programação de depomentos ainda constam a vice-prefeita, Jaqueline Coutinho; o secretário do Gabinete Central, Hudson Zuliani; os servidores Raphael Pironi de Souza e Carlos Henrique Mendonça; e o corregedor-geral do município, Gustavo Barata.

A ex-assessora Tatiane Regina Goes Polis será ouvida às 12h30. Em seguida, prestam depoimentos o mantenedor da Esamc, Luiz Castanho; Luiz Cláudio Oliveira dos Santos, do Rio de Janeiro; o servidor da secretaria de Educação do Rio de Janeiro, Jaime G. de Moraes Filho, e o secretário estadual da referida pasta, Wagner Victer.

A investigação

A CP busca apurar se Crespo prevaricou (cometeu crime contra a administração) ao não investigar a denúncia de que Taty Polis teria apresentado diploma falso de ensino fundamental para então exercer o cargo de assessora nível III cujo salário é de R$ 9.196,00. A denúncia, anônima, teria chegado ao conhecimento de Jaqueline enquanto prefeita em exercício. Após a volta do democrata de viagem ao exterior, a vice teria informado, junto ao secretário de Gabinete Central, Hudson Zuliani, sobre o caso ao prefeito, em seu gabinete, em reunião também com a presença do corregedor-geral, Gustavo Barata e a ex-assessora. Segundo o relatado pela petebista, Crespo exaltou-se na reunião e disse que ela estaria "proibida de prosseguir com a investigação". Porém, essa versão chegou a ser negada tanto por Crespo quanto Tatiane, quando ambos disseram que ela possui os documentos e Barata realizou a investigação necessária para comprovar a existência deles.