sorocaba, 18 de Junho de 2013 - 21h53

Caso Ruby: ex-assessor mantém acusações; assessores mudam depoimento

Ipanema Online


Mais dois assessores do vereador Emílio Ruby (PSC) mudaram a versão dos depoimentos nos processos envolvendo o parlamentar. Vlademir Murça e Ademir Pereira falaram à Comissão de Ética, nesta quinta-feira (16). 

 

Ambos disseram que foram convocados por telefone para depor no Ministério Público (MP) e que o promotor Orlando Bastos Filho não acompanhou o depoimento. Tanto Murça quanto Pereira alegaram que não conhecem Filho e não poderiam reconhecê-lo se o vissem. Segundo eles, as declarações que constam no documento do MP não são as foram prestadas por eles. Além disso, Murça e Pereira alegam que assinaram o depoimento sem poder lê-lo. Ainda segundo os depoimentos destas testemunhas, em nenhum momento eles foram constrangidos no MP.  

 

Eles também negaram que era uma obrigação devolver parte do salário para o vereador e que não ajudaram Ruby a pagar os honorários do advogado José Cabral Dias, que o defendeu quando pego dirigindo alcoolizado. Os assessores também apontaram que o vereador não produzia material para campanha eleitoral no gabinete. Segundo eles, apenas o boletim informativo do mandato era impresso nas dependências da Câmara Municipal. 

 

 

Ademir Pereira, assim como Natália Aparecida Rodrigues e Heiddiman Cunha Barros, contou que Aroldo Fernandes Batista, ex-assessor de Ruby, assinou no lugar do vereador para solicitar a transferência do preso Everton Leandro Nilo e para conseguir atendimento na área da saúde. 

 

Ex-assessor confirma - Batista, por sua vez, confirmou que eram suas as assinaturas dos documentos com as solicitações, mas garantiu que as fez a pedido do vereador Emílio Ruby. Ele disse ainda que o parlamentar visitou a família de Everton Leandro Nilo depois que ele foi transferido para outro presídio e que a família agradeceu a colaboração do edil. 

 

O ex-assessor confirmou todo depoimento prestado no MP. Ele garantiu que teve pagar sete parcelas de R$ 175, dinheiro que seria destinado ao pagamento de uma dívida do vereador com Saulo da Silva. Ele também apontou que os assessores pagaram, cada um, outras sete parcelas de R$ 435 e que esse dinheiro foi usado para pagar os honorários do advogado José Cabral Dias. Dias atuou na defesa de Ruby quando ele foi pego dirigindo alcoolizado.  Segundo Batista, tanto ele quanto os outros assessores foram coagidos para colaborar com esse rateio. "Teve uma reunião na casa do Ruby e nós fomos ameaçados de exoneração caso não ajudássemos com o pagamento do advogado". 

 

Batista afirmou, também, que chegou a levar uma quantia em dinheiro – cerca de R$ 1,7 mil, soma da contribuição dos assessores – até o escritório de Dias e que o valor foi entregue para o secretário do advogado.  Segundo ele, a exigência de ajuda para pagar advogado se repetiu quando Ruby se envolveu na polêmica de distribuição de cesta básica em uma audiência pública na câmara, mas desta vez se recusou a participar da divisão. 


De acordo com Batista, o vereador imprimia boletins informativos no gabinete e disse não saber se isso se enquadra em material de campanha. 



A próxima reunião da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar está marcada para próxima terça-feira e novas testemunhas serão convocadas para falar sobre o caso. 




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