sorocaba, 22 de Dezembro de 2014 - 00h43

Preso que tirou coração de detento é assassinado



O detento acusado de tirar o coração de outro preso, Alex Fabiano Antônio Pereira, a golpes de estiletes na semana passada foi morto na noite deste domingo (9). Osvaldo Lopes de Oliveira Filho, de 30 anos, foi encontrado morto por um carcereiro durante a ronda no setor do “seguro” na penitenciária Danilo Pinheiro, a P1 do bairro do Mineirão, em Sorocaba.  

De acordo com o boletim de ocorrência, O  preso identificado como Eduardo José da Silva, de 21 anos, que estava na mesma cela da vítima, acabou confessando o crime. “Sou novato e ele estava me perturbando. Nós entramos em uma luta corporal e eu o asfixiei. Se eu não matasse, ele iria me matar”. Todos os demais presentes na cela disseram não ter visto e nem saber de nada sobre o ocorrido. 

Mais tarde, entretanto, a história mudou. Eduardo afirmou que não teria matado Osvaldo, mas que teria sido forçado a participar do crime por outro detento, Rodrigo Ferreira de Matos, de 30 anos, que teria cometido o assassinato a mando do companheiro de cela Edenilton Vanderlei Xavier Vasco, de 35 anos. O crime teria sido motivado pela suspeita de que Osvaldo tivesse entregado os demais.

Eduardo relatou ainda que, a mando de Edenilton, Rodrigo seria o autor do assassinato de Alex e que também teria coagido Osvaldo a participar e assumir a autoria do crime, no dia 7 de junho. Osvaldo contou que matou Alex porque ele o acusou de participar de uma facção criminosa rival, a da maioria dos detentos no Mineirão. A acusação o fez ser transferido para a cela do "seguro", onde estão os presos ameaçados de morte dentro da penitenciária. Alex já estava na cela quando Osvaldo chegou e ficou sabendo que foi delatado como membro da facção criminosa rival, o que segundo ele é mentira.

Segundo consta no boletim de ocorrência, a obediência é imprescindível para a sobrevivência dos presos dentro da penitenciária. O BO também caracteriza Eduardo como “franzino e novato no sistema, sendo improvável que tenha agido sozinho”.

Na cela, cumpre pena também o preso José Sartori, de 35 anos, que não foi acusado de ter participado dos crimes. A polícia irá investigar a ocorrência. Os detentos da cela e o corpo de Osvaldo deverão passa por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).

 



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