Em apenas quatro horas, entre 21h30 de quarta-feira (25) e 1h30 desta quinta-feira (26), sete pessoas morreram a tiros em três locais da zona norte de São Paulo, em um raio de 1,5 quilômetro, na região do Jaçanã.
O primeiro caso foi uma chacina com quatro mortos. O local do crime, na Vila Nova Galvão, fica a menos de 200 metros do lugar onde um soldado da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) havia sido alvejado dois dias antes. A chacina aconteceu perto das 21h30, quando duas motos com quatro homens encapuzados entraram atirando no lava-rápido do Césinha no momento em que um grupo jogava baralho.
O dono do estabelecimento, César Conceição Lopes, de 44 anos, seu funcionário Isaque Pereira Lima, de 20, Leonardo Pereira Oliveira, de 17, que morava perto do local do crime, morreram na hora.
No segundo caso, por volta da 1 hora, Daniel Silva de Melo, de 21 anos, morreu em uma viela com dois tiros. Ele estava na Rua Águas de Chapecó. Segundo o PM que depôs na delegacia, o lugar era uma biqueira que vendia drogas. No terceiro caso, 30 minutos depois, novamente duas motos com dois homens mascarados atingiram outros dois jovens, que morreram na hora.
Igor Góes, que era órfão e havia se mudado para o bairro para morar com os avós, e Lucas, que era conhecido como Aliado e não teve o nome revelado.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira, acreditar que não existe ligação entre os assassinatos. Apesar disso, Alckmin admitiu que São Paulo enfrenta meses difíceis no que se refere à violência.
Dercy Guilhermino Marques, que vendia batatas fritas nas ruas do bairro, morreu nesta quinta-feira. Na terça (24) e na quarta-feira, segundo moradores do bairro, pelo menos seis viaturas da Rota circulavam pelas ruas para obter informações sobre o atentado ao soldado Anderson Andrade de Sales, que na segunda-feira (23) levou dois tiros de fuzil calibre 5.53. O policial sobreviveu.