15/07/2017 10h32 - Atualizado em 15/07/2017 10h32 | Ipanema Online

Documento do Rio e contradições agravam situação de servidora



O documento da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, não reconhecendo como válido o certificado de conclusão do ensino fundamental e médio da servidora Tatiane Regina Goes Polis e as inúmeras contradições dela à CPI da Prevaricação, na Câmara Municipal de Sorocaba, agravam a situação da assessora do prefeito José Crespo (DEM) na Prefeitura. O Ministério Público (MP) deverá entrar com pedido, na Justiça, solicitando o imediato afastamento da comissionada. Para a vereadora Iara Bernardi (PT), que atuou como conselheira do Ministério da Educação (MEC), ela [Tatiane] "não tem os níveis escolares verificados".

Na primeira oitiva da CPI, na tarde de sexta-feira (14), a depoente defendeu, durante mais de três horas, que, ao assumir o cargo de assessoria na Prefeitura apresentou seu diploma de ensino superior (nível de escolaridade exigido) de curso realizado na faculdade Esamc, em Sorocaba. 

Sobre os demais níveis de escolaridade, Tatiane explicou que cursou três matérias do ensino fundamental no Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (CEEJA) e posteriormente realizou provas de nivelamento e concluiu o ensino médio na modalidade à distancia, por meio do Colégio Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão Universitária e Profissional (o Colégio Cobra, do Rio de Janeiro).

No entanto, Tatiane por diversas vezes se contradisse. Primeiro quando o vereador Hélio Brasileiro (PMDB) questionou-a sobre a investigação aberta pelo corregedor-geral do Paço, Gustavo Barata. A servidora disse que não houvera investigação, pois, assim que apresentou o diploma de ensino superior, a denúncia fora arquivada. Já à Fernanda Garcia (PSOL), presidente da CPI, ela disse que o corregedor chegou a ir à Esamc verificar a documentação requisitada. Depois, disse que ligou à faculdade para questionar o porquê dela [Esamc] ter passado informações à vice-prefeita, Jaqueline Coutinho (PTB), quando ela [Jaqueline] resolveu investigar por "conta própria" a servidora.

Confusão

A depoente foi questionada, também, sobre o suposto enfrentamento entre Crespo, Jaqueline e o secretário de Gabinete Central, Hudson Zuliani, em reunião para discutir a validade de seus diplomas. Tatiane negou que o prefeito tenha avançado contra os funcionários e afirmou que na reunião Crespo procurou entender o porquê a vice-prefeita estava realizando uma investigação sobre a escolaridade da assessora e, ao final do encontro, determinou que apenas a corregedoria da Prefeitura seria responsável por apurar a questão.

Tatiane disse, ainda, que a vice-prefeita não foi agredida verbalmente por Crespo, mas, pelo contrário, Jaqueline é quem teria cometido "injúria" contra a assessora, acusando-a de "má-fé e a ofendido".