06/04/2017 17h45 - Atualizado em 06/04/2017 17h45 | Ipanema Online

Câmara rejeita cargo no DF, recua após insistência e retira projeto



Por Gustavo Ferrari

Em sessão extraordinária tumultuada na tarde desta quinta-feira (6), os vereadores da Câmara Municipal de Sorocaba votaram contra a criação de um assessor externo proposto por José Crespo (DEM), para atuar em Brasília a serviço da Prefeitura de Sorocaba, cujo salário é de R$ 11 mil. Em primeira discussão, o Projeto de Lei 70/17 recebeu 11 votos contra 9, sendo rejeitado em plenário.

Antes de se iniciar a segunda discussão, o secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas do Paço, Anselmo Neto, conversou por celular com Crespo, informando a derrota e propondo uma alternativa: pedir a retirada do PL 70/17 em segunda discussão, para que não houvesse outra derrocada. O pedido, então, foi repassado ao líder do governo, Fernando Dini (PMDB), que solicitou a não-votação da matéria e a sua consequente prorrogação.

O presidente da Câmara, Rodrigo Manga (DEM), consultou se os vereadores estariam de acordo com a retirada da propositura. O petista Francisco França e outros cinco parlamentares foram contra e argumentaram que se isso realmente acontecesse “o Legislativo seria motivo de chacota à opinião pública”.

Por 14 votos a 6 o PL 70/17 foi retirado de pauta. Dini disse que Crespo deverá novamente pedir uma reunião com os vereadores para explicar a “necessidade” desse cargo no Distrito Federal e o secretário Anselmo Neto, como responsável pela administração da função em Brasília, poderá explanar, em sessões futuras, os “benefícios” que tal profissional poderá produzir à Prefeitura, como a captação de verbas e emendas federais, por exemplo.