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Zoológico de Sorocaba abriga primata idosa com diabetes

Postado em: 15/05/2019

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O Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema) de Sorocaba, é uma das maiores referências em educação ambiental e manejo de animais silvestres no Brasil. Desde 1968, o espaço funciona com a finalidade de abrigar animais nascidos em cativeiro ou provenientes de outros zoológicos, além dos que são resgatados por órgãos públicos, tais como: o Icmbio, o Ibama, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Ambiental. Um dos maiores exemplos desse zelo é o cuidado especial que a instituição tem com a Mel, uma mandril idosa com uma história extraordinária.

A mandril chegou em Sorocaba, vinda do Zoológico Municipal de Piracicaba, no ano de 1986 e já era uma adulta de cerca de 8 anos que carecia de respeito e cuidados comuns, assim como outros animais jovens. Tudo mudou em 2007, quando Mel teve de passar por uma série de adaptações após ser diagnosticada com diabetes. Desde então, a mandril passou a ser condicionada através de comandos, que facilitam seu tratamento diário.

Juliana Formagio, uma entre os quatro Médicos Veterinários residentes do zoo, explica como Mel consegue compreender os diferentes comandos que são usados para facilitar os exames e aplicações de insulina, que são feitos diariamente. “Cada comando tem um propósito e ela sabe que cada um tem sua recompensa, como uma comida que ela gosta”, relata a veterinária. Por conta de sua condição médica, a alimentação de Mel é balanceada e fracionada em quatro vezes ao dia.

“O principal comando utilizado é o da aplicação de insulina, em que o animal senta e vira as costas, permitindo a administração do medicamento duas vezes ao dia. Há outras instruções que são usadas todos os dias para examinar a saúde geral do animal. Quando necessário, é possível também coletar sangue para realizar a curva glicêmica com ajuda dos comandos. A importância do condicionamento é facilitar a nossa aproximação do animal para exames e tratamentos, sem a necessidade de contê-lo fisicamente”, descreve Juliana sobre a rotina de Mel.

Hoje, Mel já é considerada uma idosa, ultrapassando os 40 anos de idade. Segundo a bióloga do Quinzinho, Cecília Pessuti, os mandris são primatas de uma espécie próxima aos babuínos que têm a média de expectativa de vida de 40 anos. “Esta pequena macaca já superou muita coisa e nos ensinou muito”, conta ela.

Atualmente, o Parque Zoológico Quinzinho de Barros abriga 1026 animais em seu plantel, com 278 espécies diferentes. Mais de 400 animais resgatados passam anualmente pela clínica veterinária do zoológico e muitos deles são devolvidos à natureza após passarem pelos cuidados de veterinários, biólogos e tratadores. O zoo conta com um total de 60 profissionais dedicados a inúmeras tarefas diárias em prol do bem-estar dos animais.

Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros está localizado na Rua Teodoro Kaisel, nº 883, na Vila Hortência, e está aberto para visitação diariamente das 9h às 16h.

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