Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Vice sobre ação judicial: “laudo aponta que assinaturas de diretor do Saae são falsas”

Postado em: 28/03/2019

Compartilhe esta notícia:

Atualizou às 12h17

A vice-prefeita de Sorocaba Jaqueline Coutinho (PTB) afirmou, durante entrevista ao Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, que um laudo do Instituto de Criminalística dentro do processo do Ministério Público que investiga a mesma, o diretor do Saae, Ronald Pereira, e o ex-funcionário Fábio Antunes Ferreira, no caso do uso do ex-funcionário para supostamente “prestar serviços à vice dentro de seu horário de serviço”, “atestou que as assinaturas da portaria do diretor relacionadas ao ex-funcionário são falsas”.

“Isso consta do procedimento do Ministério Público. Porque tem um laudo do Instituto de Criminalística que as portarias de exoneração são falsas. Não provieram do punho do diretor do Saae”, relatou durante a entrevista ao vivo. “Então, ele não era funcionário [Fábio]”, opinou. “[…] Qual não foi minha surpresa com isso? Laudo diz que uma portaria de nomeação e duas de exoneração não foram assinadas pelo diretor do Saae. Também a assinatura do cartão de ponto não seria dele [do ex-funcionário]”, continuou.

Por meio de intervenção pelo WhatsApp, ainda durante o jornal, Ronald disse que as assinaturas são dele. Já por meio de nota o Saae informou que “a defesa do diretor-geral do Saae-Sorocaba, Ronald Pereira da Silva, demonstrará no processo que o seu cliente não cometeu ato de improbidade e nem se beneficiou de qualquer eventual irregularidade. Inclusive o próprio Saae entrou com uma ação de improbidade contra a vice-prefeita Jaqueline Coutinho, e o ex-funcionário da Autarquia, Fábio Ferreira, que também foi acatada pela Justiça. Tomamos ciência da ação do Ministério Público e o diretor-geral do Saae está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos à Justiça”.

Ouça a entrevista

Jaqueline ainda afirma que houve uma portaria de nomeação ligada a Fábio, publicada no Jornal do Município, e duas para a exoneração do mesmo, em datas distintas. “Estranhamente consta que a portaria de nomeação de Fábio não foi assinada pelo diretor da autarquia. E as portarias de exoneração. Pasmem, não existem duas exonerações porque é fato único”, afirmou ela. “Dentro de uma autarquia, de um órgão público, existe uma insegurança tal que portarias são feitas sem conhecimento e assinadas por quem não tem competência para assinar? O servidor, então, não era servidor? Ele perambulava e ninguém sabia que esse servidor estava por lá em portarias que o superior hierárquico nunca assinou?”.

Durante a entrevista, Ronald fez uma intervenção por meio de mensagens pelo WhatsApp. Ele defendeu-se afirmando que “suas assinaturas sofreram mudanças, por conta de necessidade de assinar mais de 500 por dia. Então, o MP não pediu exame de documentos temporais, ou seja, comparou a minha assinatura com dois anos atrás. A assinatura é minha. Pode confirmar isso. Não existe ninguém que falsificou assinatura”.

A Justiça acatou, no último dia 21 de março, uma nova denúncia contra a vice, o diretor e o ex-funcionário. Em fevereiro, os três viraram réus no âmbito criminal.

A vice-prefeita refuta a utilização do servidor para prestação de serviços a ela, mas relata que o mesmo tinha um compromisso remunerado no horário de almoço dele com ela. “Ele vinha, pegava meu carro, levava meu filho [para casa], trazia meu carro de volta. Se ele tinha que trabalhar de tarde, isso era incumbência dele e do chefe dele”, pontuou.

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ministério Público vê indícios de lavagem de dinheiro de Flávio com 19 imóveis

Governador João Doria deixa no papel maioria de suas promessas para segurança pública em SP

Lula é condenado a 12 anos e 11 meses de cadeia no caso do sítio de Atibaia

Amoêdo vota no Rio de Janeiro e vai acompanhar a apuração de casa

Obras do BRT deixarão trânsito mais carregado na Itavuvu a partir de sábado

IBGE aponta: diferença de rendimentos entre pobres e ricos é recorde no país